Polícia investiga morte de segunda mulher degolada
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quarta-feira, 16 de dezembro de 1998
Sid Sauer 
Policiais da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão estão investigando o assassinato da dona de casa Agenair de Oliveira Dias, 45 anos, que foi encontrada degolada no sábado à noite numa chácara nos fundos de uma unidade da Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo).
Foi a segunda mulher morta desta maneira em Campo Mourão em apenas dois dias. Apesar da semelhança dos assassinatos, no entanto, os dois crimes não têm nenhuma relação.
Segundo o Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Mourão, Agenair foi morta com nove facadas entre o pescoço e o peito. Os golpes foram tão fortes que quase deceparam a cabeça da dona de casa e chegaram arrancar do peito parte do coração da vítima.
O crime deve ter acontecido no sábado à tarde, mas o corpo só foi encontrado depois das 19 horas por um guarda da Coamo. O reconhecimento só aconteceu no domingo, feito por uma prima de Agenair.
O principal suspeito pelo crime é o namorado de Agenair, Geraldo Sebastião de Souza, 54 anos. O advogado dele já avisou a polícia que Souza vai se apresentar.
As investigações sobre o assassinato de Maria da Penha Félix, 41 anos, que foi degolada na própria cama, na noite de quinta-feira passada, estão mais adiantadas.
O acusado do crime, Joaquim de Souza, que era marido de Maria da Penha, foi preso no final de semana, em Floresta (25 km a oeste de Maringá).
Souza confessou, em depoimento à polícia, que matou a mulher por ciúmes e que estava fugindo para Maringá.
Ele disse que cometeu o crime depois que a própria Maria da Penha lhe contou que o havia traído com outro homem na cama do casal.
O acusado está detido na delegacia, mas o delegado-chefe da 16ª SDP vai pedir prisão preventiva dele, uma vez que Souza escapou do flagrante.


