A Polícia Civil de Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa) iniciou, ontem, as investigações sobre a morte do estudante Iury Henrique Mendes Chaves, 10 anos, ocorrida na última segunda-feira. A declaração de óbito do Instituto Médico Legal (IML) atesta que ele teria morrido por causa de complicações decorrentes de traumatismo craniano e lesões encefálicas. Familiares do garoto afirmam que ele teria sido agredido por um aluno na escola onde estudava.
Em depoimento, ontem, ao delegado de Telêmaco Borba, José Figueiredo, a mãe de Iury, Josiane Inocência Tomaz Mendes, 27 anos, relatou que, na madrugada do último sábado, o filho acordou reclamando de fortes dores no nariz e cabeça. No Pronto Atendimento Municipal, o diagnóstico inicial foi de picada de aranha-marrom, devido ao inchaço e vermelhidão em seu rosto. Como o menino continuou se queixando de dores, a mãe o levou ao Hospital Doutor Feitosa, onde acabou sendo internado.
No domingo, uma radiografia da cabeça constatou duas fraturas no nariz da criança. Só então, Iury contou à mãe que teria sido agredido por um aluno da mesma turma, no Colégio Estadual Padre José de Anchieta, na sexta-feira passada, que teria batido sua cabeça contra o piso da quadra de esportes. O menino teria omitido o fato, pois o agressor teria ameaçado matá-lo caso contasse para alguém. Seu estado de saúde se agravou e ele foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no final da tarde de domingo.
O conselheiro tutelar Arival Gomes relatou que foi chamado por familiares de Iury, apenas na noite de domingo, e os orientou a apresentar denúncia na delegacia do município. O boletim de ocorrência foi registrado na terça-feira, um dia depois da morte de Iury.
De acordo com o delegado, o adolescente citado pela mãe de Iury teria 16 anos. O suposto agressor, a diretora da escola e outras possíveis testemunhas serão chamadas para depor.
O Hospital Doutor Feitosa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar a respeito do caso. A diretora da escola também não quis dar entrevista à FOLHA sobre o assunto. Afirmou, por meio da secretária da instituição, que conversou apenas com os repórteres de um jornal local.

Fratura exposta
O estado de saúde do menino de cinco anos arremessado para fora do carro em que estava com os pais, na tarde da última quarta-feira, em Curitiba, é estável. O garoto teve fratura exposta na perna e está em observação no Hospital Evangélico. A previsão é que ele receba alta nesta manhã.
O pai do garoto, o tatuador A.M.S., 34, foi preso, em flagrante, por lesão corporal e ameaça de agressão. Ontem, ele foi transferido da Delegacia da Mulher para o Centro de Triagem 2, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. A delegada Maria de Fátima Corcovado Bittencourt, da Delegacia da Mulher, vai apresentar em dez dias o inquérito policial para o Juizado de Violência Doméstica e Familiar.

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