Polícia investiga morte de menina durante incêndio
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quinta-feira, 20 de julho de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
Uma menina de um ano e três meses morreu carbonizada na noite de anteontem, na Rua Alvorada, no Conjunto Nova Morada, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. Tuane Vitória Figueiredo estava com outras duas irmãs (Érica Cristina Figueiredo, de 3 anos e Eva Aparecida Ribas, de 4) quando iniciou o incêndio na casa onde moravam. A mãe, Regina Aparecida Almeida Figueiredo, 28 anos, tinha saído há pouco mais de 15 minutos da casa para pegar roupas na casa de uma vizinha, identificada apenas pelo nome de Sonia, quando ouviu gritos e percebeu que a casa estava pegando fogo. A casa da vizinha fica duas casas da dela. Ela saiu e deixou a porta aberta. Não podemos, por enquanto, culpar a mãe pelo acidente, defendeu o delegado Rogério Antônio Haisi, responsável pelo inquérito que apura as causas do acidente.
Outro vizinho, identificado como José Carlos, teria sido o primeiro a prestar socorro. Ele teria tentado apagar o fogo e retirar as crianças de dentro da casa. Tuane não conseguiu sair porque ainda não sabia andar e estava no quarto local por onde o incêndio teria iniciado. A mãe garantiu que não havia qualquer motivo para o incêndio. Nem velas, gás ou fósforo. A instalação elétrica teria sido reparada há dez dias, contou o delegado, que ainda não ouviu formalmente a mãe das meninas.
Trabalho com a hipótese de um curto-circuito, mas não posso deixar de estranhar o fato do fogo ter se alastrado tão rapidamente, disse ele, ao sugerir que o incêndio pudesse ter fundo criminoso. Na semana que vem, deverão ser ouvidas todas as testemunhas do caso. Entre elas, Lucy Fátima Mendes Carvalho, que teria sido chefe de Regina e conheceria o relacionamento dela com as filhas. Acho que esta será uma testemunha de abono, salientou o delegado. Ele estuda o indiciamento da costureira por abandono de incapaz, seguido de morte.


