Polícia investiga morte de agricultor
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quarta-feira, 01 de outubro de 2003
Mariana Guerin<br>Equipe da Folha 
Cascavel O agricultor Adalberto Hartmann, de 67 anos, sofreu um enfarto e morreu, enquanto esperava para ser atendido no Centro Regional de Especialidades (CRE) de Cascavel, na tarde de anteontem. A Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar se houve ou não negligência no atendimento ao agricultor.
Segundo o administrador do CRE e presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop), Raul Pazeti, o paciente tinha uma consulta agendada para as 15 horas. Mas, segundo relatou, o agricultor chegou ao local às 12h30, encaminhado por um hospital de Realeza (70 km ao sul de Cascavel).
Ainda de acordo com Pazeti, Hartmann passou mal e chegou a ser atendido pelo Siate, mas acabou morrendo em decorrência de um enfarto fulminante. ''Não houve negligência por parte do CRE no cuidado ao paciente, pois ele já apresentava um quadro delicado de saúde quando chegou em Cascavel'', argumentou o administrador.
Para Pazeti, o erro ocorreu em Realeza, já que o médico responsável pelo tratamento do agricultor o liberou sem perceber que ele sentia fortes dores no peito. ''O médico que o atendeu deveria tê-lo encaminhado a outro hospital e não ao CRE. O CRE provê um serviço ambulatorial e não de urgência e emergência'', explicou o presidente do Cisop.
Segundo dados do CRE, o hospital atende 25 cidades que compõem o Cisop e ao todo possui 76 médicos que prestam serviços em diversas especialidades, como cardiologia, neurologia, dermatologia e ortopedia, em horários previamente marcados. A unidade, em Cascavel, realiza, em média, 15 mil atendimentos.
A reportagem entrou em contato com o hospital de Realeza, mas não conseguiu falar com o médico que teria encaminhado o agricultor a Cascavel. Segundo informou uma secretária, ele estava realizando uma cirurgia.


