Curitiba - A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, em Curitiba, investiga um golpe ligado a aposentadorias que pode ter lesado dezenas de pessoas no Estado. O acusado é o ex-advogado Álvaro Henrique do Amaral. Ele foi preso em flagrante em Curitiba. De acordo com a polícia, Amaral cobrava em média R$ 1,5 mil de suas vítimas, afirmando que agilizaria processos de aposentadoria junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
Segundo informações da delegacia, 56 pessoas que registraram queixa estão prestando depoimento. As vítimas são de Curitiba e uma de Joinville, Santa Catarina. A polícia já tem conhecimento de que o estelionatário aplicou golpes em Londrina, Maringá e Cascavel.
Amaral atuava como advogado em Santa Catarina mas, segundo a polícia, teve o registro cassado pela seção catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por responder a outros processos de estelionato e apropriação indébita. Transferiu-se então para Curitiba, onde vinha aplicando os golpes há três anos. As vítimas não desconfiavam porque Amaral sempre mantinha contato, alegando que os processos de aposentadoria estavam em andamento.
Para a maioria das vítimas faltava de um a dois anos para se aposentar. Amaral apresentava a elas um valor fictício que corresponderia ao seu saldo devedor junto ao INSS. A soma era estipulada de acordo com a situação financeira da vítima, mas na maioria dos golpes os valores ultrapassaram R$ 1 mil. Houve pessoas que foram lesadas em mais de R$ 2 mil. Das vítimas que já depuseram na Delegacia de Estelionato, as menores somas foram de R$ 160,00, R$ 400,00 e R$ 500,00.
A polícia chegou até Amaral depois que uma das vítimas falou de sua preocupação com a demora no processo de aposentadoria para um capitão da Polícia Militar (PM). Ao checar o nome do advogado, constatou-se que ele já tinha mandado de prisão expedido em Joinville.
Amaral foi preso em flagrante durante um encontro armado com a vítima, no Bairro Alto, em Curitiba. Com ele foram apreendidos vários documentos das pessoas lesadas. Ele foi indiciado por estelionato e poderá responder ainda por exercício ilegal da profissão ou falsidade ideológica.

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