Polícia investiga furtos de livros na biblioteca da UEL
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terça-feira, 07 de outubro de 1997
Paulo Ubiratan Londrina 
A pedido do promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, a polícia abriu inquérito para apurar furtos de livros na Biblioteca da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As denúncias foram feitas diretamente ao promotor por uma pessoa que levou a seu gabinete diversos livros do acervo da biblioteca, que foram comprados de uma pessoa que está sendo investigada. Os nomes do comprador e do vendedor estão sendo mantidos em sigilo pela polícia e pelo promotor. Há a suspeita de que mais de cinco pessoas estejam envolvidas nos furtos dos livros.
O delegado Jorge Barbosa, do 1º Distrito Policial, comanda as investigações. Ontem à tarde, ele cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça na casa de um suspeito. Segundo o delegado, na casa não foi achado nenhum livro, mas apenas uma agenda com anotações sobre o acervo que pertence à biblioteca da UEL. Ontem à tarde, era grande a movimentação na 10ª Subdivisão Policial (SDP), com muitos investigadores se deslocando para locais onde poderiam estar sendo comercializados os livros da biblioteca. Existem denúncias de que os livros, além de estar sendo vendidos diretamente por pessoas envolvidas com os furtos, foram também comercializados em bancas de revistas da Cidade.
Para o promotor, as denúncias de furtos na biblioteca da UEL foram motivadas pela descoberta de que livros da Biblioteca Municipal de Londrina estariam sendo comercializados numa livraria da Cidade. A denúncia foi feita pelo professor de História da UEL, Carlos Yoshio Okawati.
A polícia e o promotor não sabem ainda precisar a quantidade nem o valor dos livros que teriam sido furtados da biblioteca da UEL. Temos diversas denúncias que nos levam a vários caminhos, informou o delegado. Ontem, ele disse à Folha que possivelmente o caso deva passar para o delegado do 3º Distrito Policial, Jurandir Gonçalves André, responsável pelo atendimento da região da UEL.


