Curitiba Uma mulher de 44 anos foi estuprada no pronto-socorro municipal de Ponta Grossa no final da noite da última segunda-feira. C.L.F., que possui problemas mentais, entrou no hospital alcoolizada e bastante agitada e por isso teria sido amarrada enquanto tomava glicose em um quarto da enfermaria. No mesmo quarto foi colocado um homem bêbado, de 45 anos, também para tomar glicose, acusado de cometer o crime. O flagrante foi dado por um enfermeiro, que chamou a Polícia Militar. O acusado foi preso na hora.
Segundo o delegado Flávio Zanin, que estava de plantão, a ficha criminal do acusado dá conta que ele está em liberdade vigiada porque também possui problemas mentais. O delegado explicou que à polícia cabe apenas apurar o crime de estupro, mas não a responsabilidade do hospital no caso. ''Acredito que não deve ser correto permanecer homem e mulher no mesmo lugar. Mas isto é uma legislação específica que não estamos acostumados a lidar todos os dias. Mas serve de alerta para a secretaria de Saúde e para a Vigilância Sanitária'', ressaltou.
O diretor clínico do hospital, Antônio Sobrero, afirmou que acompanhou o exame feito na paciente pelo Instituto Médico Legal (IML) após o ocorrido. Segundo ele, no exame físico não foi detectado a consumação do estupro. ''Só o exame laboratorial vai poder confirmar agora'', explicou. ''Mas todas as medidas profliláticas contra doenças e gravidez foram tomandas'', completou. O médico acredita que os pacientes estavam em ambientes separados, mas não soube confirmar a informação porque os profissionais de plantão na noite estariam de folga. ''Mas uma sindicância interna vai apurar isto'', garantiu.
Um outro suspeito de cometer estupro foi preso na segunda-feira a noite em Curitiba. Um rapaz identificado como Alfredo José Pinto teria ameçado uma adolescente de 16 anos com uma faca e a levado para um matagal. Segundo a PM, depois do crime, o acusado foi linchado pela população local. O suspeito foi encaminhado para o hospital e, depois de medicado, foi preso. A polícia espera agora que a adolecente reconheça o suspeito e preste queixa para que ele possa responder pelo crime.

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