Conseguir dinheiro para saldar dívidas. Era essa a necessidade da professora Teresa Cristina Latchuk, 27 anos, quando procurou a InvestPlan Habitacional para obter um empréstimo de R$ 10 mil. Em 11 de junho ela pagou o sinal exigido de R$ 679,00 com a promessa de receber o dinheiro em uma semana. Resultado: o empréstimo não foi liberado e, depois de ter dificuldades em obter solução com representantes da empresa, ela procurou ajuda da Polícia, que abriu inquérito para investigar se o negócio não se trata de um golpe.
Teresa e outras duas colegas que registraram queixas residem em Ivaiporã e tomaram conhecimento da empresa através de um anúncio de jornal. ''Liguei para a empresa, conversei com o Henrique (representante), paguei os R$ 679,00 no dia 11 de junho e eles me deram um prazo de sete dias para liberar o empréstimo. Só que o dinheiro não saía. Eu ligava e o vendedor mentia o nome, dizendo que se chamava Fernando e só aqui (na delegacia) que descobri que o nome dele é Flávio'', afirmou Teresa. Em uma das últimas vezes, ela disse que o representante pediu mais R$ 250,00 ''para cobrir custos com um kit de documentos'' e liberar o empréstimo.
Depois de procurar a Promotoria de Defesa do Consumidor as amigas foram instruídas a registrar queixa. Três representantes foram conduzidos até a delegacia para prestarem esclarecimentos. Eles não quiseram dar declarações à imprensa e falaram apenas que iriam explicar tudo ao delegado. Para o titular do 1º Distrito Policial, Marcos Belinati, eles teriam dito que o dinheiro do empréstimo não teria sido liberado pela matriz da empresa.
''Vamos investigar mas o caso, inicialmente, é semelhante ao da Recoflan (que tomou dinheiro de dezenas de pessoas e não liberou os empréstimos). Vamos investigar se existem outras vítimas e posso até representar pela prisão preventiva dos suspeitos'', antecipou o delegado.
Um suposto representante da matriz, que identificou-se como Valdecir, ligou para a Folha e disse que iria procurar as clientes hoje. Ele afirmou que a empresa não sabia que elas queriam ser ressarcidas nem que haviam sido informadas de que o dinheiro seria liberado em sete dias. ''Qualquer pessoa leiga sabe que é preciso ler um contrato antes de assinar.''

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