Bela Vista do Paraíso A Polícia Civil instaurou, ontem, procedimento investigativo para apurar a denúncia de que a prefeitura de Bela Vista do Paraíso (40 Km ao norte de Londrina) teria despejado no lixão uma grande quantidade de alimentos oriundos da merenda escolar, com prazo de validade vencida. O Núcleo Regional de Educação também investigará a procedência dos alimentos.
O delegado Antônio Aparecido Gregório explicou que a investigação servirá para apurar se houve crime ou irresponsabilidade administrativa. Ele também quer saber se, antes dos alimentos serem jogados no lixão, foi realizada uma perícia técnica que os tenha considerado impróprios para o consumo. A maioria dos alimentos tinha prazo de validade de 2001 e 2002. Outra dúvida é o motivo dos alimentos estarem com a secretaria de Ação Social e não com a de Educação.
Gregório solicitou que o Instituto de Criminalística de Londrina fizesse perícia no lixão na tentativa de descobrir a quantidade aproximada de alimentos que foram despejados e a data de validade. Porém, quando o perito chegou ao local, a carga tinha sido coberta por uma camada de terra. Uma escavadeira teve que ser usada para que os trabalhos não fossem interrompidos. O delegado afirmou que a investigação deve ser encerrada em 30 dias. Em seguida, o processo será encaminhado ao Ministério Público.
O chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Rony dos Santos Alves, esteve no departamento de Educação de Bela Vista fazendo o levantamento da quantidade de alimentos que foram repassados pelo Estado e o total fornecido aos alunos nos últimos três anos. Através de comparação das planilhas, ele não constatou irregularidades, pois, segundo ele, não teria faltado nem sobrado alimentos. Ele completou que estará investigando como os alimentos, com o selo do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), chegaram à cidade.
O secretário municipal de Assistência Social, João Salomão, disse ontem que os alimentos de má-qualidade inutilizados não foram comprados pela prefeitura, mas sim repassados pela extinta Secretaria de Estado da Criança, através de um projeto de entrega de cestas básicas à famílias carentes.

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