Polícia investiga denúncia de pedofilia
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quinta-feira, 09 de maio de 2002
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá - A Polícia Civil de Maringá abriu ontem inquérito para investigar denúncia de pedofilia contra um funcionário da prefeitura acusado de molestar e abusar sexualmente de crianças de uma escola municipal. O funcionário exerce cargo de chefia e foi afastado ontem das funções. A polícia pediu para que o nome não seja divulgado porque prefere ouvir o depoimento de mais vítimas do caso para depois decidir se pede ou não a prisão preventiva do funcionário.
Em depoimento ontem à tarde, uma menina de 11 anos contou que por diversas vezes foi molestada pelo funcionário que oferecia entre R$ 1,00 e R$ 5,00. A menina disse que na última vez sofreu uma tentativa de estupro. Segundo a mãe da criança, o funcionário costumava ir em sua casa e na Páscoa chegou a dar dinheiro para os demais filhos. Ela declarou que o homem era sempre muito bonzinho.
Segundo a polícia, as investigações começaram no final do mês passado a partir da denúncia de uma professora da escola municipal. Ela contou que um homem utilizava uma caminhoneta da prefeitura para ficar nas imediações do colégio e oferecer carona para as alunas. A polícia tinha o objetivo de efetuar um flagrante mas não conseguiu porque a diretora da escola contou sobre o caso para Secretaria Municipal de Educação. A partir daí, o funcionário foi alertado da situação.
Com isso, a polícia se obrigou primeiro a ouvir o depoimento das vítimas. A polícia também ouviu ontem depoimentos da professora, da supervisora e da diretora da escola localizada em um bairro da periferia da cidade.
A partir de hoje, os delegados responsáveis pelo caso começam a ouvir outras testemunhas, entre elas, uma criança de 10 anos que também teria sido molestada pelo funcionário. As meninas serão encaminhadas para exames no Instituto Médico Legal. Existem suspeitas de que o caso não se restringe a atos libinosos e envolve também conjunção carnal.
Segundo o delegado José Aparecido Jacovós, a polícia vai tentar também ouvir uma menina de 14 anos grávida de cinco meses que atualmente mora em Foz do Iguaçu. A mãe dela teria afirmado que o funcionário frequentava a sua casa, mas não tem certeza de que ele seja de fato o responsável pela gravidez da filha.


