Polícia investiga denúncia contra agente da PEL
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terça-feira, 23 de março de 2010
Fernanda Borges<Br>Reportagem Local 
Um agente da Penitenciária Estadual de Londrina, que trabalha na unidade há quatro anos, é acusado de ter levado um aparelho celular, bateria e 11 chips na PEL. O caso foi descoberto ontem de manhã, segundo a polícia, quando um preso foi flagrado com o aparelho. O servidor público estadual nega a acusação.
De acordo com o delegado chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, o agente teria confessado aos colegas de trabalho que teria sido responsável pela entrada do aparelho. Mas, quando foi conduzido ao 6º Distrito Policial (DP), negou. A polícia vai tomar o depoimento do preso para verificar se ele pagou para ter acesso ao aparelho.
Ainda segundo Barroso, o agente foi ouvido no distrito, assinou um termo circunstanciado de infração penal e foi liberado na tarde de ontem. O agente, que não teve o nome divulgado, poderá responder pelo crime de prevaricação, que consta no artigo 319 do Código Penal. Se condenado, a pena é de três meses a um ano de prisão, além de multa. A prevaricação corresponde ao ato de retardar ou praticar indevidamente atos contra disposição expressa para satisfazer interesse pessoal.
A reportagem entrou em contato com a direção da PEL, que informou que não iria se manifestar sobre o caso. ''Agora cabe à direção da PEL tomar as medidas adminsitrtativas em relação ao agente'', disse o delegado chefe.
Policial militar
O cabo de 30 anos, pertencente à 4 Companhia Independente da PM da Zona Norte, permance detido no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina. Ele foi preso na madrugada de domingo, após se envolver em uma briga com um mototaxista, na Avenida Rio Branco, (Zona Oeste). A briga, que teve início na Zona Oeste, prosseguiu até a Santa Casa. Segundo o porta-voz da 4 Cia, tenente André Ricardo Alves de Carvalho, o PM deu tiros contra o mototaxista. ''Ele não foi atingido e a arma do policial, uma pistola.40, foi recolhida''.
De acordo com o porta-voz, foi instaurado um inquérito policial militar que deve apurar a conduta do cabo. O procedimento tramitará paralelamente à Justiça comum. ''Pela Justiça comum ele poderá responder pelo crime de tentativa de homicídio. Já o procedimento militar deve ficar pronto em até 40 dias. Ele ficará afastado até a conclusão do inquérito'', explicou.


