Polícia investiga causa do acidente
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Adriana De CuntoEquipe da Folha 
Curitiba - A delegada de Palmeira, Valéria Padovani de Souza, não descarta a possibilidade de que o motorista do ônibus envolvido em um grave acidente, anteontem, na BR-376, na Região dos Campos Gerais, ter adormecido na direção. O ônibus, da empresa Princesa do Norte, que fazia a rota Carlópolis/Curitiba, bateu na traseira de um caminhão-tanque carregado com 30 mil litros de álcool e pegou fogo. Nove pessoas morreram carbonizadas. Dos 16 feridos, sete continuam internados.
Valéria de Souza já tomou o depoimento do motorista do caminhão, que foi liberado e voltou para Santa Catarina, onde mora. Ela concluiu que o caminhão transitava pela pista correta quando foi abalroado pelo outro veículo. Segundo ela, ao que tudo indica, houve imperícia ou negligência por parte do motorista do ônibus, Edvaldo Benedito Gonçalves, 36 anos, uma das nove vítimas fatais.
Os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa e só serão liberados depois de identificação por meio de exames de DNA que serão feitos no Instituto de Criminalística (IC) de Curitiba. O resultado deve sair em 60 dias. Das nove vítimas fatais, quatro eram de Curitiba, uma morava em Ribeirão Claro, outras três pessoas em Carlópolis e o condutor do ônibus era de Ourinhos (SP).
Angelo Adão da Silva, supervisor dos motoristas da empresa, diz que a companhia mantém 12 pessoas na região de Palmeiras para acompnhar as investigações e dar apoio aos feridos e familiares. Ele não quis comentar a possibilidade de que o motorista tenha dormido no volante e disse que Edvaldo havia saído de uma folga de 36 horas antes de iniciar a trágica viagem em Carlópolis, às 23h30 de 22 de julho. O acidente aconteu às 4 horas.


