A Polícia Civil de Maringá começou a investigar ontem as causas de um incêndio ocorrido na semana passada que destruiu 185 alqueires de pastagens, além de casas, barracões e equipamentos agrícolas de três fazendas próximas da cidade. O pedido para abertura de inquérito partiu do pecuarista Juarez Antonio Arantes, dono da Fazenda Santa Maria, uma das três áreas atingidas pelo fogo. Este é o primeiro procedimento aberto na 9ª Subdivisão Policial de Maringá para investigar um crime ambiental.
Arantes denunciou a Pedreira Carlos Borges como responsável pelo início do incêndio no dia 23 de agosto. A pedreira fica em uma propriedade ao lado da fazenda, localizada próxima do Contorno Sul. O pecuarista contou na delegacia que, na noite do dia 22, observou focos de incêndio na mata vizinha da pedreira. Segundo Arantes, no início daquela madrugada os focos foram controlados, mas na manhã seguinte, a mata voltou a ser incendiada. O pecuarista disse ainda que moradores próximos teriam confirmado o início do incêndio vindo da direção da pedreira.
Para Ivo Tupã Borges Filho, um dos diretores da pedreira, a denúncia do pecuarista é infundada. ‘‘No dia do incêndio também corremos sérios riscos por causa do depósito de óleo diesel e do paiol de explosivos localizados no interior da pedreira’’, contou Ivo Filho. O diretor ficou indignado com a denúncia, porque não haveria nenhum interesse da empresa em atear fogo na propriedade.

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