Polícia investiga caminhonetes
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sábado, 19 de janeiro de 2002
Rosana Félix 
Curitiba Foram recolhidos ontem em Curitiba mais de 15 caminhões cheios de peças de caminhonetes que terão sua procedência investigada pela Força Especial de Combate ao Furto e Roubo de Caminhonetes. Várias peças já foram reconhecidas como roubadas, segundo o delegado coordenador dos trabalhos, Mário Sérgio Zacheski, mais conhecido por Bradock. Ele acredita que as notas fiscais que acompanham o material são frias.
As peças foram entregues por 12 lojistas associados ao Sindicato do Comércio de Peças de Veículos Sinistrados (Sincopeves). Segundo o presidente da entidade, Edson de Souza Lima, a entrega dos produtos foi feita com o objetivo de ajudar nas investigações dos roubos de caminhonetes no Estado. No ano passado, 680 veículos desse tipo foram roubados em Curitiba. A força-tarefa, composta pelas polícias Civil e Militar, criminalística e com o apoio da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), foi criada no início do ano pela Secretaria de Estado de Segurança Pública para coibir a prática do crime.
Vamos fazer a perícia do material, mas algumas peças já foram reconhecidas como de origem ilícita, afirmou Bradock. Segundo ele, os comerciantes podem ser indiciados por receptação de mercadoria roubada e falsidade de documento público, no caso de apresentarem notas fiscais frias. As pessoas que tiveram caminhonetes roubadas serão chamadas para fazer reconhecimento das peças, informou o delegado. Em caso positivo, será feito auto de reconhecimento, e as vítimas poderão entrar com ação de perdas e danos regressiva contra a loja que estava vendendo a peça, relatou.
As lojas ligadas ao Sincopeves se comprometeram a não comprar peças de caminhonetes por 90 dias. Será uma maneira de ajudar na fiscalização e deixar claro à população que as lojas sérias não querem mexer com peças roubadas, afirmou Lima.
A partir de segunda-feira, começa a segunda fase dos trabalhos da força-tarefa. Todas as caminhonetes que tiveram seus motores modificados de gasolina para diesel no Paraná serão analisadas, informou Bradock. Queremos saber de onde vem o motor, que geralmente é comprado em ferro-velhos, observou.


