Curitiba – Foram recolhidos ontem em Curitiba mais de 15 caminhões cheios de peças de caminhonetes que terão sua procedência investigada pela Força Especial de Combate ao Furto e Roubo de Caminhonetes. Várias peças já foram reconhecidas como roubadas, segundo o delegado coordenador dos trabalhos, Mário Sérgio Zacheski, mais conhecido por Bradock. Ele acredita que as notas fiscais que acompanham o material são frias.
As peças foram entregues por 12 lojistas associados ao Sindicato do Comércio de Peças de Veículos Sinistrados (Sincopeves). Segundo o presidente da entidade, Edson de Souza Lima, a entrega dos produtos foi feita com o objetivo de ajudar nas investigações dos roubos de caminhonetes no Estado. No ano passado, 680 veículos desse tipo foram roubados em Curitiba. A força-tarefa, composta pelas polícias Civil e Militar, criminalística e com o apoio da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), foi criada no início do ano pela Secretaria de Estado de Segurança Pública para coibir a prática do crime.
‘‘Vamos fazer a perícia do material, mas algumas peças já foram reconhecidas como de origem ilícita’’, afirmou Bradock. Segundo ele, os comerciantes podem ser indiciados por receptação de mercadoria roubada e falsidade de documento público, no caso de apresentarem notas fiscais frias. As pessoas que tiveram caminhonetes roubadas serão chamadas para fazer reconhecimento das peças, informou o delegado. ‘‘Em caso positivo, será feito auto de reconhecimento, e as vítimas poderão entrar com ação de perdas e danos regressiva contra a loja que estava vendendo a peça’’, relatou.
As lojas ligadas ao Sincopeves se comprometeram a não comprar peças de caminhonetes por 90 dias. ‘‘Será uma maneira de ajudar na fiscalização e deixar claro à população que as lojas sérias não querem mexer com peças roubadas’’, afirmou Lima.
A partir de segunda-feira, começa a segunda fase dos trabalhos da força-tarefa. Todas as caminhonetes que tiveram seus motores modificados de gasolina para diesel no Paraná serão analisadas, informou Bradock. ‘‘Queremos saber de onde vem o motor, que geralmente é comprado em ferro-velhos’’, observou.

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