Polícia investiga briga na saída de baile
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Um inquérito policial já está aberto no 1º Distrito para apurar a confusão registrada em frente ao Iate Clube de Londrina (região central) no final do Baile do Hawaí, realizado no último sábado. Duas pessoas foram feridas por tiros e um taxista foi agredido e teve o veículo depredado.
A estudante Mariane Simões Bergamo presenciou a confusão na avenida Higienópolis, do lado de fora do clube. Ela falou que alguns jovens teriam chutado um veículo que saía e a discussão teria continuado do lado de fora. De acordo com Mariane, o estudante Anderson Marcos Tapematsu, de 23 anos, que foi atingido por dois tiros, estaria tentando fugir da confusão quando foi agredido e, em seguida, baleado. Os tiros o atingiram no tórax e abdôme e ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico (HE).
Mariane reclamou que ela e o irmão perceberam que o rapaz havia sido baleado e foram até uma ambulância da Unimed que estava do lado de dentro do clube, mas não conseguiram ajuda. ''Uma atendente disse que já tinha chamado o socorro e que eles não poderiam atender porque já estavam indo embora'', criticou, completando que os seguranças não deixaram que as pessoas se protegessem dos tiros dentro do clube. O rapaz baleado acabou sendo levado para o hospital pelo taxista João Braganceiro da Silva, que ao parar no semáforo em frente ao clube foi agredido e teve o carro danificado por um grupo de jovens. No domingo, ele registrou queixa por agressão e danos materiais.
O comodoro do Iate, Olimpio César Gonçalves, argumentou que o baile já havia sido encerrado há mais de 40 minutos e que os seguranças faziam a checagem das dependências para encerrar o baile. ''A festa acabou antes das 5h e não podíamos deixar o pessoal lá dentro. Os seguranças deram uma geral no clube todo para ver se não tinha ficado ninguém para trás. Mas ninguém expulsou ninguém''.
O superintendente de mercado da Unimed, Rafael Lamastra, afirmou que a ambulância havia sido contratada para atender os clientes do clube até as 4h e que no momento dos tiros já não contava mais com médico. Mesmo assim, outra ambulância da empresa foi acionada e atendeu o adolescente que foi ferido na perna. Tapematsu já havia sido socorrido pelo taxista. Lamastra lembrou que em situações de conflito, os socorristas são instruídos a não intervirem enquanto a situação não for normalizada.


