Polícia investiga ameaças contra operária
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sexta-feira, 03 de outubro de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
Uma operária está sendo ameaçada por uma grupo que se auto-denomina ''Comando Criminoso da Leste-Oeste'', referência ao Jardim Leste-Oeste (bairro da zona oeste de Londrina e considerado um dos mais violentos da cidade). A moto dela, que havia sido furtada no início da semana, foi encontrada ontem com diversas inscrições ''CCLO'' e ''vacilona'', feitas à faca.
O veículo foi recuperado em um mocó pela equipe de investigadores do delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Amaro, depois que a operária T.G.V., 19 anos, havia registrado queixa de roubo. Agora o caso está nas mãos do delegado Pedro Maomé Machado, que investiga os grupos suspeitos que atuam na região oeste. ''Estas marcas evidenciam ameaça, mesmo porque a operária já teve dois irmãos assassinados. Vamos juntar este fato ao inquérito e pedir a prisão preventiva dos três suspeitos'', disse Machado.
Entre os suspeitos está Cleber dos Santos Gouveia, 19, conhecido como ''Clebinho''. Ele tem diversas passagens no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) quando era menor. Além da ficha criminal, a polícia tem diversas fotos dele portando revólveres. Clebinho já tem mandado de prisão temporária decretada.
Para a operária, as ameaças estariam ligadas principalmente a outro irmão ainda vivo. ''Eu que não tenho nada a ver com isso acabo sendo envolvida na confusão. Cheguei até a mudar do Leste-Oeste, onde vivi toda a minha infância'', disse T.
Os dois irmãos de T. foram assassinados em janeiro e julho deste ano, na zona oeste de Londrina.
A polícia vai investigar a relação entre os assassinatos e as ameaças gravadas na moto. Sobre o tal CCLO, o delegado disse não acreditar que haja uma organização com estrutura que se aproxime dos conhecidos Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, ou Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro. ''São apenas jovens se divertindo por meio da violência. Eles são perigosos, mas creio que não teriam condições de ser um grupo criminoso organizado'', afirmou Machado.


