O delegado de Arapongas, Valdir Abraão, disse ontem que o resultado do exame de corpo-delito, marcado para ser realizado ainda esta semana no Instituto Médico-Legal (IML) de Apucarana, será decisivo no inquérito que apura a agressão do pedreiro Sebastião Cláudio de Jesus, 40 anos, contra o médico-perito Rubens Garcia Segura, 56 anos.
''Se for comprovado a lesão corporal grave, conforme o primeiro laudo, o inquérito deverá indiciar o agressor, sem que a vontade da vítima seja levada em consideração. Mas se o resultado for lesão corporal leve, o inquérito será transformado em termo circunstanciado e o caso será encaminhado ao juizado especial'', explicou o delegado.
O episódio aconteceu anteontem em frente à agência dos Correios na área central de Arapongas. Jesus, réu primário, utilizou uma das muletas que usava para agredir o perito. Segura foi hospitalizado com hematomas nas pernas, nos braços e com um corte na cabeça. ''Ele poderia ter me matado'', descreveu ontem o médico, que obteve alta horas depois de ser internado mas que permanecerá impossibilitado de trabalhar por 30 dias.
O pedreiro foi preso em flagrante no local, depois de ter sido dominado pela vítima e por pedestres. ''Tenho pena dele, sou do conselho de segurança e conheço as condições carcerárias da delegacia'', afirmou o médico.
O advogado do pedreiro, Vanderlei Sartori, declarou à polícia que o médico tratou seu cliente com descaso e grosseria, o que teria provocado a agressão. De acordo Reinaldo Bruniera, gerente executivo em Londrina, Sartori já havia denunciado o médico três meses atrás. ''Na ocasião, visitamos a unidade de Arapongas e conversamos com o perito. Parecia que o caso estava resolvido'', informou. ''Trata-se de um caso isolado. O doutor Rubens é profissional capacitado e não há nenhum caso de reclamação anterior contra ele''.

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