Ponta Grossa A Polícia Civil de Ponta Grossa instaurou inquérito ontem para apurar a causa e as responsabilidades pelo acidente que vitimou 10 pessoas, na madrugada de anteontem, na BR-376. O acidente que envolveu a van, onde estavam as 10 vítimas, e o caminhão está sendo considerado pela polícia como homicídio culposo, sem intenção de matar. O inquérito foi instaurado pela delegada Araci Carmem da Costa, da Delegacia Central, mas deverá ser encaminhado ao 4º Distrito Policial, que está mais próximo do local da colisão. As investigações devem estar concluídas em 30 dias.
Morreram no acidente nove funcionários da empresa de telefonia Vivo, de Maringá, e o motorista da van. Uma perícia preliminar realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) de Ponta Grossa apontou a lama que estava sobre a pista como responsável por fazer com que o motorista da van perdesse o controle do veículo, cruzasse o canteiro central e colidisse com a carreta. Um vazamento na tubulação de água da Sanepar fez com que a encosta do morro deslizasse deixando a pista enlameada.
Ainda na tarde de anteontem, a Sanepar fez a troca da tubulação, permitindo que a Rodonorte, concessionária responsável pelo trecho, iniciasse o trabalho de remoção da lama e recomposição da encosta. O gerente de Engenharia e Conservação da concessionária, Plínio Vivan Filho, explicou que, para evitar novo deslizamento, foi colocada uma lona para proteger o barranco. Ele disse que o trabalho de recuperação da encosta deverá ser concluído até quarta-feira.
A assessoria de imprensa da Sanepar informou que seus levantamentos internos sobre o acidente não foram concluídos, por isso não estaria se pronunciando a respeito. Já a assessoria da Vivo esclareceu que os custos do translado e enterro dos corpos foram pagos pela empresa.

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