Polícia investiga abuso contra criança
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 25 de agosto de 1997
Das sucursais 
A Polícia de Maringá está investigando o rapto e tentativa de estupro da menina B.M.O., de apenas 4 anos. Um homem branco e de cabelos pretos que disse ser amigo do pai dela a levou para passear quando B.M.O. brincava em frente de casa, anteontem à tarde, no Jardim Alvorada. Ele a convidou para dar uma volta e disse que lhe daria um cachorro.
A mãe da menina, Cícera Conceição de Moraes registrou queixa na 9ª Subdivisão Policial às 18h20. Meia hora depois, a menina foi encontrada por na estrada São Miguel, também no Jardim Alvorada. B.M.O. estava sozinha e chorando. Ela foi conduzida ao Hospital Universitário e, depois, à 9ª SDP.
Ontem, na Delegacia da Mulher, B.M.O. disse que o homem tirou-lhe a roupa e tentou tocá-la. Ela contou que o homem obedeceu quando ela pediu para ele parar, explicou a escrivã Marisa Cássio de Almeida.
De acordo com laudo do médico Vicente Letti Júnior, do Hospital Universitário, a menina não foi estuprada porque não houve conjunção carnal. A polícia não tem pistas raptor.
Tortura A polícia de Foz do Iguaçu prendeu ontem a dona-de-casa Ana da Silva Figueiredo, 31 anos, moradora na Rua Tulipas, 234, bairro Profilurb I (região sul de Foz do Iguaçu). Ela é acusada de torturar o filho, F.S., de 10 anos. Ela é suspeita de ter participação na morte de outro filho, A.P.S., de oito anos, que morreu queimado.
Há vários dias a polícia vinha recebendo informações de torturas praticadas por Ana, mas somente ontem o Conselho Tutelar conseguiu flagrá-la. De acordo com o conselho, o garoto foi encontrado amordaçado e com marcas de torturas provocadas por cabos de vassoura e galhos de árvores.
Ela disse ao delegado do 3º Distrito Policial, Danilo Cesto, que bateu no garoto porque ele teria lhe roubado R$ 50,00. Porém, Cesto desconfia que a mãe vinha torturando os filhos por motivos banais. Ana negou participação na morte do outro filho, mas há evidências de que também vinha torturando o garoto.


