Polícia interdita máquinas copiadoras em universidade
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quinta-feira, 19 de setembro de 2002
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Vinte e duas máquinas copiadoras que funcionavam na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-Pr), em Curitiba, foram apreendidas e interditadas ontem pela polícia. O delegado que liderou a operação, Vinicius Borges Martins, do 2º Distrito da Capital, disse que a interdição foi realizada depois de denúncia feita pela Associação Brasileira de Proteção dos Direitos Autorais e Editoriais, com sede no Rio de Janeiro. Segundo o delegado, as máquinas eram utilizadas para reproduzir livros na íntegra, o que é crime previsto pelo artigo 184, do Código Penal.
O artigo classifica a reprodução como violação de direitos autorais, que prevê pena de um a quatro anos de reclusão. ''Mas temos bom senso, não vamos prender ninguém'', informou o delegado. Equipamentos que funcionavam no Diretório Central dos Estudantes (DCE) e uma copiadora que fica em frente à PUC também foram inutilizadas. Segundo o delegado, a apreensão não cabe recurso.
Martins descartou que a universidade venha a ser responsabilizada pelo crime. ''O serviço era terceirizado'', explicou. A PUC enviou uma nota oficial à Folha esclarecendo que os serviços de reprodução são de exclusiva responsabilidade da empresa contratada. ''No contrato firmado com a empresa locatária, compete a ela o pleno cumprimento da legislação'', afirma o documento assinado pelo reitor em exercício João Oleynik.
A estudante do curso de Bioquímica da PUC, Beatriz Assad, 20 anos, disse que a prática de reproduzir livros é comum na universidade. ''Nem sempre temos recursos para comprar as obras. São muitos livros'', revela. De acordo com a estudante, em época de provas, os professores costumam pedir até seis livros por matéria. ''É inviável comprar todos'', disse a acadêmica.


