Edson GuittiPoliciais fiscalizam caminhões no Noroeste do EstadoOs 12 postos da 4ª Companhia de Polícia Rodoviária, responsáveis pela fiscalização de 4.200 quilômetros de rodovias do Noroeste do Estado, iniciaram às 10 horas de ontem a Operação Safra 1997, que será realizada em todo o Paraná. O trabalho será voltado à fiscalização dos caminhões e carretas que desde o início da semana começaram a transportar a safra de soja produzido na região para o Porto de Paranaguá. Com a safra, o número de caminhões nas estradas cresceu cerca de 30%.
Os policiais estão utilizando radares, balanças móveis (para evitar o excesso de peso que prejudica o asfalto), bafômetros e uma tabela especial para detectar o excesso de fumaça expelida pelos caminhões. A tabela tem as cores branca, cinza e preta. Fumaça cinza ou preta enquadra o motorista no artigo 181 do Código Nacional de Trânsito.
O capitão PM Luiz Rodrigo Carstens, comandante da 4ª Companhia, que tem sede na rodovia BR-376, alerta os motoristas para a velocidade máxima de 80 quilômetros por hora. Outra norma, regulamentada pelo Conselho de Desenvolvimento do Sul (Codesul) em 96, prevê prisão e abertura de inquérito em caso de velocidade superior a 136 km/h. ‘‘Muitos pensam que, agora, a velocidade máxima permitida é 136. E isto não é verdade’’, diz o capitão.
A operação tenta justamente reprimir estes comportamentos de risco, que causam a maioria dos acidentes entre caminhões e veículos leves. ‘‘Ou o caminhão não permite a ultrapassagem, ou o caminhão em excesso de velocidade numa descida pressiona o veículo leve, que está em velocidade normal, ou o excesso de fumaça prejudica os carros.’’
O comandante lembra que o governo federal deverá sancionar ainda neste semestre nova lei regulamentando a velocidade nas estradas e rodovias. Segundo a lei aprovada pelo Congresso Nacional, os caminhões e carretas não poderão ultrapassar os 80 quilômetros por hora. Para ônibus, o limite será 90 km/h. Veículos e camionetes de passageiros poderão chegar até 110 km/h.
Em 1996, nas estradas sob a jurisdição da 4ª Companhia de Polícia Rodoviária, foram registrados 420 acidentes, com 40 mortos e 410 feridos. Foram autuados 5 mil dos 23 mil veículos fiscalizados - 570 deles ficaram retidos.

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