Polícia indicia suspeitos de furtar palmito
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quinta-feira, 27 de abril de 2006
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil de Joaquim Távora identificou os acusados de integrar a quadrilha que em 2005 promoveu, durante aproximadamente um mês, a extração ilegal de milhares de pés de palmito e árvores de madeira nobre na Fazenda da Capela, em Joaquim Távora (53 km ao sul de Jacarezinho). Sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de formação de quadrilha e extração ilegal de palmito. O delegado Rubens José Perez iria encaminhar o inquérito ontem ao Ministério Público.
Os acusados são Francisco Jais da Silva Nascimento, 18 anos; Roberto Carlos Gomes da Silva, 29; Nelson da Silva Dias, 26; Emerson José dos Santos, 23; Miguel Cachetti Neto, 47; e Dernedalto Gomes da Silva, 36, além de um menor. Como não foram autuados em flagrante, eles vão responder ao processo em liberdade.
A Folha veiculou reportagem sobre o crime no dia 25 de abril de 2005. Segundo o delegado, a demora nas investigações e na conclusão do inquérito deve-se ao fato dos acusados serem da região de Juquiá (SP). Tivemos que ouvi-los através de carta precatória.
O delegado informou ainda que só foi possível a identificação do grupo porque eles tentaram recrutar ajudantes na Vila São Roque do Pinhal. Graças a isso a população pôde vê-los, e também o automóvel que estavam utilizando. Parte do palmito extraído da fazenda foi devolvido aos donos, mas a maioria estragou ou foi comercializada ilegalmente. A fazenda possui uma área de reserva de 500 hectares, remanescente da vegetação nativa da região.
Cortar palmito, ou qualquer outro tipo de vegetação em reservas ou áreas de preservação permanente é crime ambiental, cuja pena vai de um a três anos de prisão.


