Curitiba - A Polícia Civil está à procura de um ex-presidiário, suspeito da morte de Rachel Maria Lobo de Oliveira Genofre, de 9 anos. Ele teria sido visto por testemunhas junto da menina, cujo corpo foi encontrado dentro de uma mala abandonada na Rodoferroviária, na madrugada de quarta-feira. Os policiais estão fazendo diligências em municípios da Região Metropolitana de Curitiba, seguindo denúncias feitas a partir da divulgação do retrato-falado, na última sexta-feira. As polícias de São Paulo e Santa Catarina já foram acionadas para ajudar na captura. O ex-presidiário foi indiciado pela Delegacia de Homicídios.
O delegado titular da Homicídios, Jaime Luz, informou que o suspeito teria cumprido pena por quase 18 anos, por homicídio e estupro, e saiu da penitenciária em 2006. Menos de um ano depois, ele voltou a praticar crimes. As vítimas também seriam crianças. O ex-presidiário já teria mandado de prisão por crime de atentado violento ao pudor contra uma criança de quatro anos, no Litoral do Estado. ''Foi um menino que, mesmo gravemente ferido, sobreviveu'', disse Luz. O suspeito também teria passagens por falsificação de documento particular e falsidade ideológica.
A polícia trabalha com a hipótese de que o suspeito teria acompanhado a rotina de Rachel, no trajeto que a menina fazia do ponto de ônibus até a escola. Rachel desapareceu, no final da tarde do último dia 3, depois de deixar o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba. ''Ele tomou toda cautela para conhecer os hábitos e se aproximar da criança sem levantar suspeita e a levar para algum local próximo'', ponderou Luz. A abordagem teria acontecido em um raio de 200 metros. ''Trata-se de uma pessoa extremamente perigosa, que já praticou outros crimes como esse'', declarou.
Segundo o delegado, o suspeito seria visto, com frequência, na Região Central de Curitiba - nas avenidas Visconde de Guarapuava e Sete de Setembro - e na Rodoferroviária. ''Documentos, principalmente testemunhais, levaram a fortes indícios de se tratar dessa pessoa'', reforçou. As imagens do circuito interno da Rodoferroviária ainda estão sendo analisadas pela polícia. O delegado não confirmou se os vídeos mostram a presença do suspeito.

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