Polícia indicia sete pessoas por falsificação de carteiras
O delegado do 2º Distrito Policial de Londrina, Antonia Zuba de Oliva, indiciou ontem em inquérito policial o instrutor de auto-escola José Marcelo Secom, o guarda da 12ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) Onofre Adão Alves da Silva, e também Cacilda Gonçalves Florentina, Manoel Lauro Costa, José Rodrigues Vieira, Flordaliza Martins e Mauro Antonio da Cruz. O outro guarda da Ciretran que estaria envolvido acusado de envolvimento no golpe morreu há 15 dias. Eles estão sendo acusados de usar prontuários falsos para a confecção de Carteiras Nacional de Habilitação (CNH). Hoje, deverão também ser indiciados pelo mesmo crime os funcionários afastados ontem da 12ª Ciretran, Fábio Siqueira Batista e Reinaldo Leal. Todos os indiciados não exerciam cargo de chefia.
Eu não acredito que apenas este pessoal esteja envolvido na falcatrua. Sozinhos, não teriam condições de aplicar os golpes, afirmou o delegado Zuba de Oliva. Fábio e Reinaldo executam trabalhos terceirizados para a 12ª Ciretran. Cacilda Florentina foi presa, recentemente, por uso de tóxico. Até agora não ficou apurado quem chefiava a quadrilha. As investigações dão conta que as carteiras eram fornecidas conforme o poder aquisitivo da pessoas. Os valores variavam entre R$ 200,00 a R$ 1,5 mil.
As fundamentações para os indiciamentos foram feitas após investigações feitas durante 15 dias pela Coordenadoria de Inspeção e Auditagem (Coia), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). As investigações iniciaram a partir de denúncias anônimas.
O diretor do Detran, Eliseu João da Silva, esteve ontem em Londrina para esclarecer o caso. Mas informou os envolvidos no golpe. A relação foi fornecida por um dos coordenadores da Coia, Saulo Miranda. A imprensa não teve acesso aos relatórios da Coia sob alegação de que o conteúdo faz parte de processo administrativo, que tramita em sigilo.
João da Silva disse que as investigações feitas pela Coia referem-se apenas ao primeiro semestre deste ano, quando foram descobertas 50 carteiras feitas com prontuários falsos. Vamos investigar também os anos de 1996 e 1997 e poderemos encontrar muito mais carteiras frias feitas em cima de prontuários falsos. Ele disse que será investigada também a Ciretran de Cornélio Procópio onde poderia funcionar um braço da quadrilha que agia em Londrina.
Ele enfatizou que não queria se precipitar em denunciar auto-escolas, apesar de um instrutor estar envolvido no golpe. Os indiciados no inquérito policial podem ser penalizados por falsidade ideológica e falsificação de documento oficial. As penas vão de 6 anos a 18 anos de prisão.Paulo WolfgangFraudeO diretor do Detran, Eliseu João da Silva com relatórios sobre golpe: informações sigilosasPaulo Ubiratan





