Polícia indicia seis por duplo homicídio
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Um caso cruel, semelhante aos crimes praticados por traficantes dos morros cariocas, foi esclarecido pela Polícia Civil de Londrina. Ela descobriu as identidades das vítimas que tiveram três pés e os fragmentos de ossos de coluna vertebral encontrados, em fevereiro, dentro de uma fornalha em um frigorífico desativado na Zona Norte. As vítimas - dois homens - teriam ligação com uma quadrilha de traficantes e roubo de veículos.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, lembrou que as mortes foram descobertas após a prisão de quatro integrantes do grupo: Ailton Evangelista dos Santos, a esposa dele, Suzana Batista de Oliveira, Lucas Jander Faleiros e Willian Fernando Babugi. Em 13 de fevereiro, todos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, receptação de veículo roubado/furtado e posse de instrumento usado em furto/roubo de veículos. Eles foram surpreendidos no frigorífico, onde Santos trabalhava como caseiro.
Conforme o delegado, no dia seguinte às prisões os policiais voltaram ao local e descobriram os pés e os fragmentos ósseos dentro de uma fornalha. Dias depois foram presos os irmãos Aquilino Jean Almeida Machado e Eduardo Henrique Almeida Lucena, que também pertenceriam à quadrilha.
Exames de DNA feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) nos fragmentos humanos apontaram que a coluna e um dos pés seria do londrinense Ricardo Pereira, 31 anos. O rapaz tinha uma extensa ficha criminal que incluía prisões por roubo, furto, receptação e estelionato. Os outros dois pés seriam de Claudinei Ramos Ribeiro, 27, cuja família vivia em Ponta Grossa. Segundo o delegado de Homicídios, Ernandez César Alves, ambos seriam ligados à quadrilha mas teriam se desentendido com os demais integrantes.
O delegado deve encaminhar o inquérito ao Ministério Público nos próximos dias, responsabilizando todos os seis presos pelo duplo homicídio triplamente qualificado (praticados por motivo fútil, meio cruel e sem dar chance de defesa às vítimas). ''Indiciei todos porque entendo que, com a formação de quadrilha, criou-se um vínculo entre eles, independente da participação que cada um teve nos homicídios'', comentou.


