O delegado do 1º Distrito Policial de Londrina, Edmo Ermenegildo, indiciou em inquérito policial por maus-tratos e apropriação indébita, a comerciante Maria Aparecida Taconi. Ela é proprietária de um pensionato de idosos fechado na semana passada por solicitação da promotora da Vara da Infância, Juventude, Idosos e Portadores de Deficiência, Edina Maria Silva de Paula.
O pensionato fica na Avenida Duque de Caxias (área central). Além de apresentar diversas irregularidades sujeitas a ações penais, a Vigilância Sanitária também constatou no local falta de higiene e insalubridade. Maria Taconi está desaparecida e ainda não se apresentou à Polícia. O delegado está ouvindo algumas testemunhas.
Uma das acusações feitas contra Maria Taconi é de reter documentos dos idosos com a finalidade de ficar com suas aposentadorias. Apesar de cobrar uma mensalidade de R$ 90,00, ela não prestava um atendimento adequado. No pensionato moravam 12 idosos, a maioria doente, dormindo em quartos sem janelas, sem ventilação e onde mal cabiam camas. Após o fechamento, eles foram levados para o Centro de Vivência, mantido pela Igreja Luz do Mundo, no Jardim Franciscato, ou se mudaram para outros pensionatos.
Anteontem à tarde, o pedreiro Sinval Alves Pereira foi até a 10ª Subdivisão Policial para prestar queixa contra Maria Taconi. Ele teria pago R$ 90,00 de adiantamento para alugar um quarto em um outro pensionato, mas ela desfez o negócio sem devolver-lhe o valor. O pedreiro disse que chegou a ser ameaçado de morte por ela, caso insistisse em receber de volta o dinheiro. Maria Taconi também responde a inquérito policial por receptação de produtos furtados.Mario CesarIrregularidadesIdosos foram retirados do local, depois que o pensionato foi lacrado pela Vigilância Sanitária na última sexta-feira, por solicitação da promotora da Vara da Infância, Juventude, Idosos e Portadores de Deficiência, Edina Maria Silva de PaulaPaulo Ubiratan

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