Polícia indicia mulher por queimar filha
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
A menina de cinco anos que foi vítima de queimaduras pelo corpo no início do mês confirmou à delegada da Mulher, Elaine Ribeiro, em depoimento no final da tarde de quarta-feira, que foi sua mãe quem jogou álcool e botou fogo em seguida. Segundo a delegada, com a formalização do depoimento, Valdirene Bueno, que está foragida, foi indiciada por tentativa de homicídio.
A mãe já foi indiciada e se condenada pode pegar de seis a 20 anos de prisão. Instauramos o inquérito e temos até 15 de fevereiro para concluir e encaminhar ao Fórum. No momento, estou aguardando documentos e relatórios do Conselho Tutelar para levantar outras possíveis denúncias contra a mãe, explicou Elaine. Ainda segundo ela, também já constam no inquérito os depoimentos de vizinhos e familiares.
À frente do caso, a conselheira tutelar Ana Lúcia Walichek disse que a menina deve sair do Hospital Universitário neste fim de semana. Ainda não podemos divulgar para onde ela será encaminhada por questões de segurança, e até mesmo porque estamos estudando qual será a melhor decisão. Posso antecipar que ela está bem recuperada, mas vai precisar de acompanhamento hospitalar por um tempo, comentou. A garota também vai continuar sendo atendida por psicólogos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Conforme a conselheira, hoje, nem se quisesse, a mãe não poderia chegar perto da filha. Além da menina queimada, as duas filhas mais novas, uma de quatro anos e um bebê de seis meses, também estão sob a proteção do Conselho Tutelar, adiantou.
Ao mesmo tempo, a promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina de Paula, entrou com um processo para destituição do poder familiar das três filhas. Assim que o caso chegou em minhas mãos, já abri o processo contra a mãe e o pai, destacou. Valdirene já havia perdido a guarda de um filho em 2005, quando foi acusada de agredi-lo com marteladas nas mãos.
A menina teve 30% do corpo atingido, sofreu queimaduras nos membros superiores, face, tórax e coxa, mas só foi socorrida 14 horas após a agressão. Segundo relato da garota, a mãe se irritou por ela ter mexido na geladeira, colocando fogo no corpo dela. Inconformados com a situação, vizinhos teriam ateado fogo na casa de Valdirene que, desde então, está foragida.


