A garçonete Leila Maciero foi indiciada em inquérito policial por homicídio culposo. As filhas dela, as meninas Michele, de 4 anos, Sanbrina, de 2 anos, e Juliana, de 1 ano, morreram queimadas na noite de 1º de novembro, no incêndio de um casebre que ficava nos fundos do bar onde Leila trabalhava, em Paranaguá, no Litoral do Estado. A polícia entende que ela foi negligente ao deixar as crianças sozinhas num cômodo, com uma vela acesa.
O delegado do muncípio, Aparecido Rodrigues, disse que ainda vai interrogar Osmar Padilha, ex-companheiro de Leila e pai das duas meninas mais novas, acusado por ela de ter incendiado a casa. Ele também já foi indiciado, apesar de não haver evidências que comprovem essa versão. Segundo o delegado, Padilha, como pai, também era responsável pelo bem-estar das crianças.
Leila admitiu em seu depoimento ter deixado uma vela acesa em casa. Antes, ela havia negado. ‘‘Ela contou que a vela ficava em cima da tampa de uma panela, justamente para evitar esse tipo de acidente’’, disse Rodrigues. Ela repetiu a versão inicial de que estava trabalhando na hora do acidente na Lanchonete da Gaúcha. Se for condenada, a mãe poderá cumprir pena de um a três anos de detenção.

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