Polícia indicia ex-diretores da AMA e da Comurb
Érika Pelegrino
De Londrina
O delegado do 4º Distrito Policial (DP) de Londrina, Joaquim Antônio de Melo, encaminhou ontem ao Fórum pedido de prorrogação de mais 30 dias para concluir o inquérito policial que investiga irregularidades em contratos da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) e Autarquia Municipal do Ambiente (AMA).
Joaquim de Melo afirma, porém, que não acredita que este prazo seja suficiente. A previsão é de que as investigações sejam concluídas em 60 dias. De acordo com ele, o inquérito deve voltar do Fórum em uma semana, quando ele enviará carta precatória convocando os proprietários de empresas de Curitiba Sistema, Ecodata, Vêneto e Esteio para depor.
Na sequência, embora não haja um cronograma, serão ouvidos o ex-secretário de Fazenda, Luiz César Guedes, o ex-secretário de governo Wilson Mandelli, o ex-diretor da AMA, Júlio Bittencourt, além de funcionários da Comurb e a equipe que fazia parte da comissão responsável pelos processos licitatórios.
O inquérito está com o delegado desde agosto. Neste período ele ouviu 70 pessoas, 20 foram indiciadas por crimes de peculato, formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos e particulares e crimes previstos na lei de licitações, segundo o delegado.
Entre os indiciados estão ex-diretores da AMA e da Comurb, incluindo Eduardo Alonso, Lúcia Brandão, Kakunen Kyosen que ainda é auditor do município , Mauro Maggi e Nelson Kohatsu. Ex-diretor-financeiro da Comurb, Alonso foi o último a ser ouvido pelo delegado, quarta-feira.
Alonso disse que assinou contratos fraudulentos ao voltar de férias em janeiro. Ontem, afirmou que acabou assinando estes contratos sob pressão de membros do primeiro escalão da prefeitura.
Segundo Alonso, foram pagos em um mesmo dia a quantia de R$ 920 mil para a Comurb e R$ 880 mil para a AMA. Os outros contratos (anteriores ao mês de janeiro) ainda eram mais disfarçados, mas estes não tinham nenhum documento. Os contratos eram fraudulentos, afirmou.





