Polícia impede manifestação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de junho de 1998
Lucinéia Parra 
Cerca de 20 caminhoneiros tentaram ontem bloquear a PR-317, nas proximidades da praça de pedágio de Floresta (25 quilômetros de Maringá), mas foram impedidos pela Polícia Rodoviária, que montou uma barreira a cerca de 50 metros antes da praça. Eles protestaram contra o alto valor do pedágio e queriam uma reunião com os diretores da Viapar, concessionária responsável pelas obras do lote 2 do Anel de Integração.
A maioria dos caminhoneiros é da região de Campo Mourão e fazem transporte de produtos agrícolas para Maringá duas vezes por dia, em média. Diretores do Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas de Maringá também participaram do protesto.
Impedidos pelos policiais de bloquear a rodovia, os caminhoneiros se concentraram em frente à praça de pedágio reivindicando a presença dos diretores da Viapar. Nenhum diretor recebeu os caminhoneiros. A principal reivindicação é para que a Viapar suspenda a cobrança de pedágio aos caminhoneiros que transportam produtos agrícolas e que usam a rodovia várias vezes ao dia.
De acordo com o caminhoneiro Amilton José Fratone Margotti, a cobrança de pedágio na rodovia que liga Campo Mourão a Maringá é um absurdo porque não foi feita nenhuma melhoria significativa. O que eles fizeram foi pintar as faixas e melhorar o trecho próximo à praça de pedágio, mais nada, desabafou.
Marcos NegriniEm MarialvaMotoristas utilizam desvio a cerca de 100 metros da praça de pedágio para não pagar a tarifaSegundo Margotti, o valor do pedágio está muito além das melhorias realizadas e, além disso, não está ao alcance dos caminhoneiros autônomos. Já o caminhoneiro Alberto Querturing, de Ivailândia (distrito de Engenheiro Beltrão), criticou a diferença de preços.
Em Marialva, onde a rodovia é duplicada e bem melhor, o valor do pedágio é menor do que em Floresta, onde a pista não é duplicada e não foi feito nada, disse. Para Querturing, o valor máximo a ser cobrado deveria ser de R$ 1,00 por eixo.
Em Marialva (17 km a leste de Maringá), alguns motoristas também reclamaram do preço do pedágio. Andei 55 quilômetros e tive que pagar R$ 10,20 nas praças de Presidente Castelo Branco e agora em Marialva. É muito dinheiro para pouca coisa que foi feito, afirmou o motorista Valdir Pedro.
Para não pagar o pedágio, alguns motoristas já estão usando um desvio a cerca de 100 metros da praça de pedágio de Marialva. O desvio é usado para motoristas que trafegam sentido Mandaguari e Marialva. Um motorista que se identificou apenas por Geraldo disse que está usando o desvio porque não concorda com a cobrança de pedágio.
Posso até pagar pedágio se eles tirarem a rodovia do centro de Mandaguari e se duplicarem a rodovia de Mandaguari a Ponta Grossa. Primeiro eles fazem as obras, depois devem cobrar, e não o contrário, disse. Geraldo afirmou que mora em Jandaia do Sul e trabalha em Marialva. Se eu for ter que pagar todos os dias o pedágio vou ter que deixar meu salário para as concessionárias.


