O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Roberval Butaccini, anunciou ontem que dois dos envolvidos no assassinato do empresário Arnaldo Walter Bronzel, ocorrido no dia 17, já foram identificados. Um é o fugitivo Luciano Ribeiro de Castro, que teria dado os dois tiros que mataram Bronzel. O outro é Júlio César Terres, o ‘‘Juninho’’. Um terceiro suspeito é Wilson Alves dos Santos, o ‘‘Cara Queimada’’, de Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão). A polícia vai pedir a prisão temporária de Juninho e Cara Queimada.
Segundo o delegado, as suspeitas sob Luciano surgiram logo depois do crime e foram confirmadas em seguida, quando ele foi reconhecido, através de fotos, por vizinhos do Depósito de Madeiras Bronzel, onde o empresário foi morto. As testemunhas contaram que viram Luciano rondando a madeireira alguns dias antes e até mesmo na madrugada do crime. A suspeita foi reforçada com um telefonema anônimo dado ao 11º Batalhão da Polícia Militar por uma mulher que se identificou como sendo namorada de um dos envolvidos.
A mulher não quis dizer o nome do namorado, mas confirmou a participação de Luciano e disse que um conhecido dela, Carlos Roberto Martins, o ‘‘Birosca’’, poderia dar mais informações sobre o crime. Ouvido pela polícia, Birosca contou que Luciano havia lhe chamado cerca de 20 dias antes para participar do crime, mas ele teria recusado. Segundo ele, Luciano contou que pretendia roubar a camioneta, para a qual já tinha ‘‘negócio certo’’, e pegar ‘‘algum dinheiro’’ de Bronzel. Foi Birosca quem confirmou a participação de Juninho.
Uma segunda namorada de Juninho contou à polícia que um dia após o crime, por volta das 22 horas de quinta-feira, ele foi para casa pegar as roupas dele para fugir. Juninho teria dito para ela que tinha que ir embora porque o assalto tinha dado errado e Luciano havia matado Bronzel. Ao mesmo tempo, a polícia de Peabiru recebeu a informação do possível envolvimento de Cara Queimada, dada pelo próprio irmão dele, Edemílson Alves dos Santos, o ‘‘Baiano Careca’’. Uma cunhada de Cara Queimada também disse à polícia que o viu com uma jóia e um capuz de lã escura.
De acordo com essa mesma cunhada, Cara Queimada teria enterrado a jóia no quintal da casa dele, mas nada foi encontrado pela polícia. A cunhada disse ainda que Cara Queimada teria saído de casa dizendo que iria colher algodão em Goioerê (72 km a oeste de Campo Mourão). Como Cara Queimada é motociclista, a polícia desconfia que foi ele quem roubou o capacete de um funcionário da empresa de Bronzel, encontrado junto com o Ford Mondeo abandonado com problemas mecânicos em Peabiru.
A camioneta F-1000 placa AWB-0006 (Campo Mourão) teria sido levada para Ponta Grossa ou Ponta Porã (MS). Para o delegado Roberval Butaccini, o crime está praticamente solucionado. ‘‘Falta apenas confirmar a participação de Cara Queimada e precisar quantos homens participaram do assalto’’, diz. A princípio, são três os envolvidos, mas Butaccini não descarta a possibilidade de haver mais um homem. ‘‘Por isso, estamos prosseguindo com as investigações’’.

mockup