A polícia de Curitiba anunciou ontem que quatro alunos da Escola Estadual Etelvina Cordeiro Ribas, no bairro do Pinheirinho, foram os autores da destruição e dos furtos registrados no estabelecimento no dia 17 de novembro. Os estudantes, todos menores de idade, foram identificados esta semana, mas estão em liberdade porque não houve flagrante. Eles serão submetidos a procedimento investigatório na Delegacia do Adolescente.
O grupo - três garotos de 16 anos e um de 13 - é acusado de quebrar vidros e portas e furtar um equipamento de som, uma máquina de escrever, o aparelho telefônico, máquinas de calcular e livros. A maior parte do material foi encontrada em terrenos nas redondezas. Os objetos de maior valor estavam com o grupo e foram recuperados pela polícia.
A Divisão de Segurança e Informações (DSI) chegou aos menores depois que colocou um investigador à paisana circulando pelos bares na vizinhança da escola. Segundo o delegado adjunto da DSI, Carlos Madureira, no começo da semana o menor M.S., de 13 anos, comentou num bar, diante do policial, que havia participado do ataque à escola.
O delegado disse que os garotos não integram nenhuma gangue e que aparentemente não usam drogas: ‘‘Eles foram movidos pela ambição e até surpreenderam os pais, pois não tinham comportamento de marginais’’.
Mas a diretora da escola, Maria Tereza Rocha, disse que existem no bairro ‘‘várias gangues de maiores e menores’’. Segundo ela, desde a inauguração, há três anos, a escola é invadida quase todo final de semana. ‘‘A patrulha escolar só atua de segunda a sexta-feira e estamos cansados de pedir a contratação de vigias pela Secretaria da Educação.’’.
De acordo com a diretora, os quatro menores já apresentavam problemas disciplinares, mas ela não pretende puni-los: ‘‘A punição cabe à Justiça. Aqui, vamos continuar tentando reeducá-los.’’
Segundo a DSI, existem vários outros registros de vandalismo em escolas, a maioria de pequena monta. Outro caso grave aconteceu também no dia 17 de novembro, na Escola Estadual Castelo Branco, em Pinhais. Três irmãos, de 12, dez e nove anos, invadiram e depredaram a escola. A diretora, Maria Antonieta Manfré, diz que ataques a alunos, professores e funcionários são comuns. Segundo ela, os pais de alunos estão fazendo um abaixo-assinado e ameaçam impedir o início do ano letivo em 1997 se não houver policiamento.

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