Polícia frustra tentativa de fuga
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de fevereiro de 1998
Lucilia Okamura 
Quatro detentos (três acusados de assalto a banco e um suspeito de latrocínio) tentaram fugir da delegacia de Ibiporã anteontem à tarde. A fuga foi frustrada porque os policiais civis tinham recebido informações sobre o plano dos presos e ficaram de alerta. Segundo a polícia, os três assaltantes já tentaram fugir outras vezes. Os presos Josué Pereira da Silva, Anderson Rodrigues Paiva, Luciano Pereira da Silva e Roserval Teixeira Junior estavam na mesma cela. Segundo o investigador Paulo Rodrigues Figueira, que estava de plantão no dia da tentativa, os detentos conseguiram abrir a porta da cela usando uma chave. Em seguida, eles serraram a porta do corredor que dá acesso ao solário e, utilizando uma teresa (corda feita com panos), iam tentar pular o muro.
Estávamos de olho e quando eles tentaram pular, nós impedimos, relata o investigador. Após revista na cela, os policiais ainda encontraram outra chave escondida no ventilador e estoques. Figueira suspeita que as ferramentas foram entregues aos detentos no dia de visita.
Os quatro presos foram transferidos para outra cela onde o investigador de plantão tem condições de observar melhor, diz. Josué da Silva, Anderson Paiva e Luciano da Silva são de São Paulo e estão detidos há cerca de um mês. Segundo o investigador, eles foram presos quando tentavam assaltar um banco. Somente no meu plantão, eles tentaram fugir seis vezes em seguida, revela. Já Roserval Teixeira Junior é acusado de ter matado um taxista para roubar.
Detentos do 4º Distrito Policial de Londrina, iniciaram um tumulto ontem, por volta das 7 horas, reclamando da falta de água. O investigador João Pinheiro explica que o DP está com 77 presos (capacidade para 24) e, por causa do calor, eles tomam banho frequentemente. A caixa dágua é de mil litros e não comporta a necessidade. Os presos acharam que o registro estava fechado e começaram a gritar.
A Polícia Militar foi chamada por medida de segurança, mas não teve que intervir.


