No ínicio da madrugada de ontem, homens do Pelotão de Choque da Polícia Militar (PM) de Londrina foram acionados para conter uma tentativa de fuga dos detendos do 2º Distrito Policial (DP), na Zona Leste. Segundo informações do delegado responsável pelo distrito, Antônio do Carmo, nenhum dos presos conseguiu sair da carceragem.
''Só chamamos a PM porque eles ficaram agitados e quebraram um cadeado'', explica o delegado. Carmo contou que na quarta-feira o policial que ficou de plantão na madrugada ouviu barulhos estranhos dentro do distrito e avisou o delegado. ''Como ontem (anteontem) só estavam trabalhando eu e um investigador, não tivemos tempo de verificar o que estava acontecendo'', justificou.
Às 18 horas, quando acabou o expediente da delegacia, Carmo e um investigador fizeram uma revista na carceragem e encontraram um buraco em uma das paredes que dá para o pátio aberto do distrito. ''Se não tivéssemos percebido, em mais dois dias eles conseguiriam sair'', contou o delegado. Os detentos foram remanejados para outra galeria.
Com os presos foram encontradas duas barras que teriam sido serradas, algumas brocas e até um aparelho de fazer tatuagem. ''Tem muito preso que ameaça os familiares dos outros para trazer este material aqui para dentro. E muitos deles podem ser escondidos nas partes íntimas das mulheres'', explicou Carmo. Esta é a segunda tentativa de fuga do distrito este ano.
Hoje o 2º DP possui 205 presos, sendo que a capacidade é para no máximo 60. ''Até 160 eu consigo alocá-los no xadrez, mas passou disso eles ficam nos corredores.'' A superlotação foi um dos motivos que levou os presos a se rebelarem no início da madrugada, já que para isolar as celas próximas ao buraco, cerca de 85 presos foram colocados em uma galeria com capacidade para 20.

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