Polícia Florestal também trabalha na cidade
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quarta-feira, 18 de maio de 2005
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Mais de 150 ocorrências por mês em uma região que compreende 93 cidades - entre elas, Londrina. O trabalho é da Polícia Florestal, uma unidade da Polícia Militar especializada na proteção do meio ambiente. E apesar de ser chamada Florestal, esta polícia tem atribuições também urbanas, que vão desde a fiscalização de caça e pesca ilegais até a autuação de proprietários de estabelecimentos que estejam poluindo o meio ambiente, como postos de combustível ou lava-rápido. As estatísticas da própria polícia mostram que a maioria dos crimes ambientais ocorrem dentro das cidades.
Na 1 Companhia, comandada pelo Tenente Marcos Ginotti Pires, trabalham 45 homens, responsáveis pela cobertura de 93 cidades do Norte do Estado, inclusive Londrina. A atuação, no entanto, não acontece de forma isolada. ''Praticamente todos os trabalhos são realizados em parcerias com outros organismos competentes, como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Promotoria do Meio Ambiente'', explica o tenente.
''Atendemos até 150 ocorrências por mês, e 90% delas configuram crimes, como caça ou comercialização de animais silvestres, corte irregular de árvores e depredação de matas ciliares'', enumera.
A maior parte dos crimes só se configura porque, segundo o tenente, as ações são promovidas sem a regulamentação ou licença correta. Esta, por sinal, é o tipo de ocorrência mais comum. ''Um lava-rápido ou uma indústria podem despejar resíduos líquidos em um córrego, contanto que regulamentem este despejo junto ao IAP. Há limites para que isso seja feito sem prejuízo ao meio ambiente e eles devem ser respeitados'', afirma.
Nem todas as práticas conhecidas como crimes ambientais, porém, são passíveis de autorização. ''Há ações, como a queima de pneus e a caça de animais, que não podem ser regulamentadas. A emissão de gazes promovida pela queima do pneu provoca um dano irreversível à atmosfera e, portanto, não pode ser feita sob qualquer hipótese'', explica o tenente.
Para as cidades, a atuação da Polícia Florestal se expande principalmente em três segmentos: na fiscalização de indústrias, poluição sonora e em trabalhos de educação ambiental. ''Fiscalizamos e autuamos ações como a deposição e transporte de resíduos sem regulamentação, queima de folhas sem autorização. Também promovemos o controle de poluição sonora provocada por som automotivo ou de boates e realizamos palestras sobre educação ambiental para cooperativas e escolas''.


