Polícia Florestal orienta pescadores
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terça-feira, 11 de novembro de 2003
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
Em um dia e meio de fiscalização no Rio Ivaí, no Norte do Paraná, policiais e fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autuaram um pescador e apreenderam 100 metros de rede. Qualquer atividade de pesca, profissional ou mesmo amadora, está proibida enquanto durar a piracema, fenômeno em que os peixes sobem a corredeira de rios e represas para desovar.
O período de defeso de pesca teve início no último dia 1º e está previsto para terminar no dia 29 de fevereiro de 2004. Segundo o secretário da Polícia Militar Florestal de Londrina, sargento Reinaldo Vasconcelos, operações de fiscalização nos rios e represas da região norte do Paraná estão sendo realizadas todas as semanas. A última, no Rio Ivaí, deveria durar três dias mas, de acordo com Vasconcelos, teve de ser abortada antes da hora devido a problemas técnicos no barco que levava a equipe.
''Essa operação inicial teve como maior objetivo orientar os pescadores profissionais que atuam naquele rio, para que respeitem a portaria do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) que trata da piracema'', esclareceu. Vasconcelos observou que o perfil dos que vivem da pesca é de homens humildes e leigos, e que todos os anos a Polícia Florestal se depara com ''bastante desrespeito ao defeso de pesca''.
A proibição total de pesca se restringe aos rios Ivaí, Tibagi e seus afluentes, como Cafezal e Bandeirantes. No Rio Paranapanema, está liberada somente a pesca de barranco, com o uso de varas e anzóis. Já nas represas, a pesca profissional está parcialmente liberada. Nesse caso, os instrumentos permitidos são redes de malha superior a 10 centímetros e tarrafos de sete centímetros. ''Mas é preciso ter identificação de pescador profissional'', frisou o chefe-regional do IAP em Londrina, Ney Paulo. De acordo com ele, o IAP está mantendo duas equipes de fiscalização nas áreas restritas, durante a semana, e até cinco equipes aos finais de semana.
O limite de pesca cinco quilos de peixe mais um exemplar se aplica às espécies nativas do Paraná, como o barbado, o cascudo e a corimba. O sargento da Polícia Florestal explicou que peixes como a tilápia, o tucunaré, a curvina e o bagre africano, que foram inseridos nas represas especialmente para alimentar a atividade pesqueira, podem ser pescados à vontade. ''São espécies que se reproduzem ao longo do ano todo'', apontou.
A multa para quem desrespeitar as regras do defeso de pesca é de, no mínimo, R$ 1,5 mil. O valor pode dobrar ou triplicar conforme a reincidência. O crime ambiental também está sujeito à pena de um a três anos de detenção.


