A exploração ilegal do palmito, considerado ‘‘ouro branco’’ pelos palmiteiros do Litoral do Paraná, mantem as patrulhas da Polícia Florestal em permanente estado de alerta. ‘‘Anteontem autuamos uma fabriqueta em Antonina e fizemos apreensão de 32 unidades in natura e mais 46 vidros em fase de industrialização’’, diz o oficial de operações, tenente Márcio Costa. O dono da fábrica, Fábio Luiz Soares Silveira, pagará uma multa por crime ambiental.


Este ano já
foram apreendidos
1.010 unidades
‘in natura’

Nos primeiros dias deste ano foram apreendidos 1.010 unidades in natura, o que representa o mesmo número de árvores adultas cortadas ilegalmente. No ano passado foram apreendidas 17,6 mil unidades. A 2ª Companhia da Polícia Florestal, em Antonina, no litoral do Estado, trabalha na fiscalização com 150 homens espalhados por todas as áreas onde o palmito nativo ainda pode ser encontrado.
Para ser explorado e comercializado legalmente, as plantações de palmito devem ser autorizadas e fiscalizadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O ponto de corte da árvore adulta é entre cinco e sete anos. A parte comestível, conhecida como gomo, deve ter no mínimo 2,5 centímetros de diâmetro.
As áreas com maior incidência de apreensões são: Antonina, Guaraqueçaba e Guaratuba. Todo o palmito apreendido é doado para instituições de caridade. ‘‘Para prevenir o corte ilegal e a extinção do palmito, alertamos para que os consumidores nunca comprem o produto em vidros sem rótulo ou com aparência duvidosa’’, diz o tenente. O vidro de palmito clandestino custa cerca de R$ 2,00 e o legal pode ser encontrado por R$ 4,50. ‘‘Várias campanhas de conscientização já foram lançadas, mas o corte ilegal ainda é intenso’’, alerta.

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