Polícia Florestal efetuou este ano 39 detenções
Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
A equipe de 39 policiais florestais que atua no Parque Nacional do Iguaçu já deteve em flagrante 22 pessoas somente nos seis primeiros meses deste ano. A metade é composta por palmiteiros que agem na região de Capanema (112 km a oeste do Francisco Beltrão), sete são pescadores que não respeitam o período de entressafra de peixes no Lago de Itaipu e quatro são caçadores, que praticavam o crime nos limites da reserva de 180 mil hectares. Todos os envolvidos pagaram fiança entre R$ 52,00 e R$ 270,00 e foram liberados.
Em vigor desde 1998, a nova Lei Ambiental abrandou as penas para os crimes leves e aumentou as penas para os crimes mais graves. Não concordamos em liberar os criminosos, mas temos que respeitar a lei, seja ela boa ou não, afirma o tenente Renato Marchetti, da Polícia Florestal em Foz do Iguaçu.
Marchetti lembrou que disparos efetuados por palmiteiros, caçadores e pescadores para amedontrar a fiscalização, antes comum na região, vêm diminuindo em consequência do medo que os suspeitos têm de serem enquadrados fora da Lei Ambiental.
Com isso podemos emplacar flagrantes com mais facilidade, efetuar mais prisões e conhecer melhor quem comete as irregularidades, resume o tenente, que comanda pessoalmente as blitz.





