Polícia Florestal aumenta segurança em parques
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de agosto de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
O Batalhão da Polícia Florestal (PF) de Londrina está intensificando o policiamento nos bosques e reservas da cidade com o objetivo de diminuir os índices de depredação de patrimônios e garantir a segurança de seus frequentadores. A intensificação da segurança foi decidida pelo novo coronel da Polícia Florestal, Jack Holmer, no cargo desde o final de junho, com o aproveitamento de policiais em escalas extras de serviço.
Segundo o sargento Amilton Barbosa Bueno, do 3º Pelotão do Batalhão da Polícia Florestal, a intensificação do policiamento nos parques Arthur Thomas, Mata dos Godoy e Parque Aisako Ikeda reduziu o índice de depredação das instalações, matas e estruturas em pelo menos 40%. ''Quanto à segurança das pessoas que visitam os bosques, nunca houve muitas reclamações''. De acordo com o sargento Barbosa, o medo de assaltos é a principal queixa dos frequentadores dos parques.
Tráfico e uso de drogas dentro dos limites do Parque Arthur Thomas são as principais ocorrências registradas pelo 3º Pelotão, segundo o sargento Barbosa. ''Eu mesmo já efetuei a prisão de alguns traficantes com pequenos volumes de droga aqui dentro''. Para o oficial, a relativa facilidade em despistar a polícia dentro dos bosques é o que mais atrai os criminosos.
A auxiliar de enfermagem Paloma Costa, por exemplo, já presenciou um tiroteio entre policiais e assaltantes dentro do Arthur Thomas, há cerca de seis meses. ''Até deixei de frequentar o parque por algum tempo por causa disso''. O sargento Barbosa confirma o acontecimento, mas explica que a ocorrência não se iniciou no parque. ''Os bandidos arrombaram uma loja e fugiram para dentro da bosque com os objetos roubados. O encontro com a polícia foi aqui e alguns deles foram presos dentro da mata''.
A intensificação da segurança, no entanto, já surte efeito junto às pessoas que frequentam os parques, visitados por uma grande quantidade de famílias completas. ''Esse é um indicativo de que as pessoas estão se sentindo seguras'', diz o sargento. O mecânico Sidney Rocha esteve no Arthur Thomas ontem, com sua esposa e filhos. ''Nunca presenciei nada de anormal. Sinto-me seguro, sim''.


