Polícia Florestal apreende vidros de palmito em Capanema
Valmir Denardin
A Polícia Florestal apreendeu no final da tarde de anteontem, no município de Capanema (112 km a oeste de Francisco Beltrão), 581 vidros de palmito extraído ilegalmente do Parque Nacional do Iguaçu. A mulher do dono do sítio, Vanderliz Marilete Wons, de 30 anos, que estava no local, foi presa em flagrante. O produto era embalado na área entre um chiqueiro e um estábulo.
Foi a terceira apreensão de palmito clandestino realizada em Capanema nos últimos dois dias, quando a Polícia Florestal iniciou uma operação nas áreas vizinhas ao parque. No total, foram recolhidos 2.781 vidros do produto e muitos vidros vazios, que seriam utilizados como embalagem.
Além de Vanderliz Wons, apenas um homem - Sérgio Luiz Pontin, de 47 anos, dono de um dos sítios onde houve apreensão - foi preso. A pena para esse crime (previsto na nova Lei de Crimes Ambientais como extração de vegetal em unidade de conservação) varia de três a cinco anos de prisão.
Segundo a Polícia Florestal, a industrialização clandestina de palmito roubado da reserva é feita em propriedades rurais da região, em precárias condições de higiene. Geralmente o manuseio ocorre em estábulos ou chiqueiros, diz o segundo tenente Renato Marchetti, comandante do pelotão florestal, sediado em Foz do Iguaçu.
Ao ser presa, Vanderliz Wonz disse que o palmito clandestino seria vendido para donos de restaurantes, pizzarias e pastelarias nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado.





