A Polícia Florestal de Londrina apreendeu, na tarde de ontem, 50 caixas com vidros de palmito (540 quilos), no Jardim Higienópolis, na Área Central. Segundo o sargento Clailton Compadre, uma denúncia anônima apontou o local onde o produto era distribuído. ''O responsável pelo casa não estava fazendo o beneficiamento, mas as embalagens não contém todas as informações estabelecidas por lei'', explicou. Esta foi a segunda apreensão de palmito esta semana.
Para ser vendido, o vidro de palmito deve conter sempre o registro do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da data de validade. ''Nenhum dos potes têm essas informações e ainda falta a denominação da espécie, se é Jussara, Açaí ou Pupunha'', ressaltou o sargento. Os rótulos das embalagens, a maioria do Mato Grosso, muitas vezes não correspondiam ao produto vendido. ''Alguns falam em palmito inteiro e o que está aí é tudo picado'', constatou Compadre.
A preocupação da polícia é que este produto chegue ao comércio e que o consumidor não note as falhas. ''Palmitos contaminados podem causar botulismo'', lembrou o sargento. Ele contou que, no último ano, os quatro casos da doença registrados no Estado foram fatais. A polícia não divulgou o nome do autor do crime, que deverá ser autuado e responderá a processo em liberdade.

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