Curitiba - O comando da Polícia Florestal, em Curitiba, se comprometeu a levantar junto ao posto de Guaraqueçaba informações sobre o roubo de palmito na Fazenda Palmital. Com os dados em mãos, o objetivo é alterar o plano operacional de fiscalização na região.
O subcomandante do Batalhão de Polícia Florestal no Paraná, major João Jayme Cabral, adianta que a instalação de um posto de fiscalização nas proximidades da Palmital –reivindicação dos administradores da fazenda– é inviável. ‘‘O que precisamos é aumentar o efetivo e montar um esquema de fiscalização bem-sucedido. Não estamos obtendo retorno no trabalho realizado lá porque estamos cometendo algum erro’’, admite.
Conforme Cabral, há apenas 14 policiais florestais trabalhando em Guaraqueçaba. ‘‘Lá é a maior área de mata nativa do Estado. É muito pouca gente fiscalizando. Para se ter uma idéia, a média é de um policial para cada 500 mil habitantes’’, diz.
Em todo o Estado, prosseguiu, o efetivo é de cerca de 400 homens. Há um projeto que visa a contratação de outros 399 policiais, o que melhoraria o atendimento à população, na visão dele. ‘‘No entanto, dependemos do governo do Estado, que é responsável pela abertura de novas vagas.’’
Quanto à prisão e liberação de um dos envolvidos com o roubo de palmito, Cabral diz que a Polícia Florestal só faz o flagrante e encaminha o caso para a Polícia Civil. Em caso de crime ambiental, o acusado pode ficar em liberdade após o pagamento de fiança. (E.W.)

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