A Polícia Florestal conseguiu flagrar, ontem, integrantes de dois grupos de baloeiros de Curitiba que vinham sendo investigados há mais de um ano. Ambos tinham sede no bairro São João, no Pilarzinho, região alta da Capital, propícia para a soltura de balões. Foram apreendidos nove balões de grande porte, sendo quatro com 11 metros de altura. O material foi encaminhado à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.
O pedreiro Marinaldo Alves Rocco, de 33 anos, foi preso em flagrante em sua residência, onde foi encontrado um balão de 11 metros, além de pouca quantidade de material para a confecção dos balões. Na Delegacia, ele negou fazer parte de um grupo de baloeiros. No porão da casa da avó do desempregado Flaviano Wolf Gionvaneli, 23 anos, foram encontrados oito balões, centenas de folhas de seda, bobinas de papel, maçarico, parafina, fogos de artifício, além de um livro-caixa de controle das atividades do grupo e uma caderneta com telefones. Responsável pelo grupo Relâmpago, Flaviano conseguiu escapar do flagrante. Seu pai, apesar de constrangido e dizendo desconhecer a atividade do filho, foi à Delegacia para prestar esclarecimentos e garantiu que o rapaz comparecerá nos próximos dias.
Os dois rapazes foram autuados e responderão a inquérito policial por fabricar, armazenar e soltar balões, com pena prevista de um a três anos de prisão. Marinaldo foi autuado em R$ 1 mil por porte de um balão e Flaviano em R$ 8 mil por ter oito balões. Segundo Luis Carlos Cardoso, do Serviço de Informações da Polícia Florestal, desde o final de 1999 até agora a Polícia Florestal conseguiu pegar três grupos de baloeiros em Curitiba. Ele estima que devem existir mais quatro ou cinco grupos. ‘‘É difícil pegar este pessoal, porque nós trabalhamos muito em cima de denúncias. O melhor modo de pegá-los é encontrando o local e o material usado para fazer os balões’’, diz.

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