A 4ª Companhia de Polícia Rodoviária, que abrange a região Noroeste, vai iniciar a fiscalização do uso de tacógrafos por veículos de cargas. Ontem, cerca de 80 policiais rodoviárias participaram em Maringá de um treinamento sobre a utilização correta e as possibilidades de fraudes nos aparelhos.
‘‘Com a obrigação do uso do tacógrafo vamos ter mais um recurso para acompanhar as irregularidades cometidas pelos motoristas’’, diz o tenente Valmor Delle, da Polícia Rodoviária. Ele explica que a partir de agora todos os veículos de cargas, principalmente de cargas perigosas e o transporte de passageiros, mesmo as vans escolares, devem utilizar tacógrafos.
‘‘Quem não utilizar ou fizer alguma alteração no aparelho será autuado’’, avisa. A multa varia em torno de R$ 120,00, valor bem menor que o custo de manutenção do aparelho, diz o tenente Delle. Até agora, o tacógrafo era utilizado apenas por empresas para controlar o roteiro e o tempo de viagem dos caminhões.
O técnico Antônio Carlos Martins Tavares, representante de um dos fabricantes do aparelho no Paraná, explica que o tacógrafo mede o tempo, a velocidade e a quilometragem percorrida em uma viagem, além da vibração do veículo e outros dados relacionados ao rendimento do motor.
‘‘Para a polícia, o tacógrafo é importante para tirar dúvidas em casos de acidentes ou em fiscalização’’, afirma. Caso o radar flagre um veículo que usa o aparelho em excesso de velocidade, o policial rodoviário terá autonomia para conferir o disco marcador e certificar a velocidade no momento da fiscalização.
Os policiais aprenderam também a detectar fraudes praticadas por motoristas ou mecânicos nos tacógrafos. O mais comum, segundo Tavares, é ‘‘viciar’’ a agulha que marca a velocidade no disco de controle. A agulha é travada por algum objeto e não marca velocidades acima da permitida.
‘‘O motorista ou outra pessoa coloca algum objeto no orifício da agulha, que se desloca apenas até a velocidade pretendida’’, explica. Os discos que comprovarem fraude ou mesmo infração contra normas de tráfego podem também ser anexados em processos. Em casos de acidente, os motivos podem ser mostrados pelos dados contidos no disco do tacógrafo.Marcos NegriniTreinamentoO técnico Antonio Tavares mostra um tacógrafo que mede tempo, velocidade e quilometragem percorridaMarcos Zanatta

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