Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Uma central telefônica clandestina que fraudou a Telecentro Sul Telepar S/A em pelo menos R$ 500 mil foi fechada na sexta-feira à noite por agentes do 1º Distrito Policial de Curitiba. Alessandro Moreira Guedes, Cezar Jorge Souza Prado e o menor P.F.S foram presos em flagrante num conjunto comercial do Edifício Asa, no centro da cidade. O delegado Stéllio Machado contou que a ação fraudulenta foi denunciada pela divisão de segurança empresarial da Telepar há 20 dias.
‘‘Eles agiam de forma muito profissional há pelo menos um mês. Estamos investigando a participação de mais pessoas, no exterior e também de funcionários da Telepar’’, destacou o delegado. Machado acredita que os três presos são ‘‘peixes pequenos’’ da quadrilha, já que contaram em depoimento terem sido contratados como telefonistas da empresa. O delegado informou que os cabos usados nas ligações eram do mesmo padrão utilizado pela Telepar.
No escritório da telefônica a polícia encontrou 18 linhas que foram interceptadas de clientes de grande porte (agências bancárias e empresas comerciais) e da própria telepar. Através de um aparelho importado chamado ‘‘roteador’’, explicou Machado, os criminosos recebiam ligações de clientes, as passavam para uma das linhas clandestinas e, assim, podiam fazer ligações nacionais e internacionais. ‘‘Pelo grande volume de ligações, desconfiamos que os clientes da central podem estar envolvidos com a criminalidade’’.
O delegado informou que a central operava diariamente das 2 horas da madrugada até o começo da tarde. A polícia espera, ainda nesta semana, identificar o dono do imóvel e as pessoas que utilizaram os serviços da central para continuar as investigações. Assim como as pessoas presas, todos devem ser indiciados por formação de quadrilha, estelionato e crime contra a inviolabilidade de serviços e telecomunicações. As operadoras Embratel e Intelig ainda não enviaram a Machado o cálculo do valor das ligações internacionais realizadas pela quadrilha, o que pode aumentar ainda mais o valor da fraude.

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