A Polícia Civil fechou ontem um desmanche de caminhões que funcionava em dois galpões à beira da Rodovia dos Minérios, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. O desmanche pertenceria a José Cláudio dos Santos e Alexandre Poncini, que não foram presos. O delegado Gersom Machado, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, disse que o desmanche funcionava há seis meses. Eram destruídos dois ou três caminhões por semana, conforme o delegado. Cada um custa cerca de R$ 45 mil. Nos barracões havia quase R$ 50 mil em peças, segundo o investigador Ademir Pontes.
Conforme Machado, a polícia chegou ao desmanche através de denúncias anônimas. O delegado disse que as peças dos caminhões eram vendidas em uma loja, no bairro Jardim Social, que também foi fechada. A loja não tinha alvará nem qualquer outra licença para revender peças. O balconista Eudóxio Euripedes Messias foi preso em flagrante e indicou o local onde funcionava o desmanche.
Machado disse que os donos do desmanche já respondem a um processo pelo mesmo crime. Em fevereiro do ano passado, a polícia fechou outro desmanche que pertencia aos dois, que ficava na BR-116, em Colombo. O delegado também havia recebido uma carta precatória da Delegacia de Investigações Gerais de Franca, São Paulo, pedindo a prisão dos dois. Um assaltante preso pela polícia paulista teria acusado Santos e Poncini de comprar sete caminhões que ele teria roubado.
O grupo era especializado em desmontar carretas Volvo. Nos depósitos, havia peças de, pelo menos, cinco caminhões. O único que podia ser identificado era o Volvo de placas AAT 1775, de Curitiba. Todos os dados que podiam identificar os outros tinham sido apagados.
Segundo o delegado, a polícia procura um mecânico, conhecido por José Luiz, e seu ajudante, chamado César. Conforme Machado, os cinco acusados devem responder por formação de quadrilha e receptação de veículos furtados. Ontem Machado aguardava o resultado da perícia para saber que caminho seguir.

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