Ana Carolina Sacoman Especial para a Folha
A Polícia Federal do Paraná está alarmada com as técnicas utilizadas na fabricação de autopeças falsificadas, principalmente rolamentos, e com a grande quantidade apreendida no Estado. Com o objetivo de alertar os peritos da polícia para a correta diferenciação entre produtos falsos e originais, os fabricantes nacionais de rolamentos e a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) promoveram um encontro contra a falsificação, ontem, em Maringá.
O evento é preventivo, já que ainda não houve nenhuma apreensão desse tipo de produto na cidade. ‘‘Maringá é um ponto sensível, pois está próxima à fronteira com o Paraguai, porta de entrada de autopeças falsas’’, disse o delegado da Polícia Federal em Maringá, José Ferreira de Oliveira. Em Londrina já foram apreendidos meia tonelada de embalagens e 28 mil rolamentos falsos.
O consumidor também pode identificar uma autopeça falsificada tomando alguns cuidados: desconfiar de um produto com o preço muito abaixo do mercado e verificar a qualidade da peça, que não é a mesma se comparada à original. ‘‘Preço muito barato já é motivo para ficar alerta’’, afirma o superintendente regional da Polícia Federal no Paraná, delegado Luís Glicério. Ele lembra que este tipo de falsificação pode causar grandes danos, por ser um item de segurança em um carro. ‘‘Se o rolamento quebrar enquanto o veículo está em uma curva, os ocupantes podem morrer’’, alerta.
A melhor maneira para combater este tipo de crime, segundo Glicério, é através da conscientização da população no sentido de evitar comprar um produto levando em conta somente o preço mais baixo. ‘‘As pessoas acabam ajudando os falsificadores quando compram esses artigos’’, disse.

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