A Polícia Civil de Maringá fez ontem a reconstituição do homicídio da estudante de direito Márcia Cristina Marcelino, 26 anos, morta com cinco tiros pelo cunhado, o marceneiro Moacir Soares da Silva, 34 anos, em fevereiro deste ano. Segundo o delegado Benedito Aurelio Gonçalves, a reconstituição foi solicitada insistentemente pelo advogado do acusado, que discorda da versão apresentada pelas irmãs da vítima, que presenciaram o crime. ‘‘O advogado insistui e conseguiu aprovar a reconstituição’’, justificou Gonçalves.
O crime aconteceu na noite do dia 11 de fevereiro na casa onde Silva morava com a ex-mulher, Sueli Galhardo Marcelino, na Vila Marumbi. Segundo versão de Sueli e de outra irmã da vítima, Ângela Valéria, as três foram até em casa buscar o berço do filho do casal depois de já estarem separados. Primeiro, Sueli entrou, conversou com Silva e começou a levar partes do berço para o carro. Ele foi até o carro e chamou as duas cunhadas para ajudar. Ângela disse ontem à Folha que a irmã levou os tiros quando saía da casa com uma peça do berço. Foi um tiro na barriga e quatro nas costas.
Os familiares da vítima dizem que a morte se deve ao fato de Márcia ser, na época do crime, estagiária no Fórum de Maringá, levando Silva a acreditar que ela tenha influenciado na separação do casal. Após o homicídio, Silva fugiu para Palmas, capital do Tocantins, de onde passou a telefonar para a ex-mulher fazendo ameaça a toda família dela.
A polícia foi avisada e descobriu de onde ele ligava, acionando a delegacia de Palmas. Silva foi localizado e preso no dia 25 de março, portando a arma do crime, um revólver calibre 38. Ele confessou que atirou em Marcia.
Ontem, durante a reconstituição, ele disse que foi destratado por Sueli e Márcia e que perdeu o controle emocional. ‘‘Criei três filhos sozinho e agora estava com mais um filho de Sueli. Pedi para Márcia ir embora. Eu queria voltar com a Sueli’’, afirmou antes da reconstituição. O advogado de defesa, Carlos Eduardo Buchweitz, alega que Silva agiu sob forte emoção. ‘‘Alguns detalhes da reconstituição estão diferentes da versão dada pela acusação e agora vamos tentar quebrar a qualificação’’, disse Buchweitz.Marcos NegriniAcusadoMoacir Soares da Silva simula atirar na policial que se passou por vítima na reconstituiçãoMarcos Zanatta

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