Rolândia - Cerca de 260 homens das polícias Militar, Rodoviária, Força Verde e Civil participaram ontem de uma operação em Rolândia (Norte), para cumprir 50 mandados de busca e apreensão. O objetivo foi coibir o tráfico de drogas. A ação começou por volta das 6 horas e seguiu durante o dia todo. Foram presas sete pessoas, entre eles um adolescente, e apreendidos três revólveres, quatro pistolas de brinquedo usadas em assaltos; cerca de R$ 5 mil em dinheiro, além de uma quantia ainda não contabilizada de crack.
Segundo o relações públicas da PM de Rolândia, tenente Silvio Marcos Moraes, os locais foram estrategicamente mapeados pelo serviço de inteligência da PM (P2), com apoio da Polícia Civil. ''É a primeira vez que uma operação deste porte é realizada na cidade, mas a idéia é que isso aconteça com frequência. A polícia tem informações de que nesses bairros, principalmente no Jardim São Fernando, moram pessoas envolvidas com o tráfico de drogas'', disse.
A movimentação da polícia no bairro chamou a atenção dos moradores. Adultos e crianças se aglomeravam entre as viaturas da polícia para saber o que estava acontecendo. ''Eu acho bom mesmo esse tipo de coisa aqui no bairro, a gente se sente mais tranquilo'', comentou uma moradora que preferiu não se identificar.
O delegado de Rolândia, Walter Helmut, destacou que a cidade está registrando um grande número de apreensões de armas, de 7 a 8 por semana. Segundo ele, a maioria dos bandidos afirma estar trazendo o armamento de Londrina, mas a polícia não acredita nessa versão. ''Tudo indica que essas armas chegam diretamente do Paraguai. Percebemos um aumento no tráfico de drogas na cidade, principalmente nesses bairros. Essa operação está sendo estudada há mais de dois meses'', disse.
Ainda segundo o delegado, desde o começo do ano a cidade registrou seis homicídios, sendo que durante todo o ano passado foram registrados 12. Os detidos durante a operação foram levados para a Delegacia de Rolândia, que tem capacidade para 45 presos e já abriga 130 homens. ''O problema da superlotação é algo que vamos ter que discutir em seguida'', completou o delegado.

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