Polícia faz concessões para evitar o caos nos distritos
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terça-feira, 21 de outubro de 1997
Paulo Ubiratan Londrina 
Ontem, os 2º, 3º, 4º e 5º Distritos Policiais (DPs) de Londrina chegaram ao ápice da superlotação, alcançando o número de 205 presos, quando a capacidade é para 104 presos.
Segundo o delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Acácio Azevedo, desde a desativação da Cadeia Pública na rua Sergipe, nunca a quantidade de presos chegou a esse número. Anteontem o número de presos chegou a 204.
A situação é preocupante e cada DP representa um barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento , diz Acácio Azevedo. Apenas um policial civil faz a segurança em cada distrito. A situação é tão caótica, que não temos opção nem para conter os presos. Para evitar um mal maior, preferimos ceder ao pedido do bandido.
Ontem pela manhã, foi necessário um reforço para conter uma rebelião no 4º DP. A confusão começou com muitas batidas nas grades, gritarias e ameaças de incendiar os colchões.
O comando da rebelião era de Paulo Sérgio Lima, o Serginho, que exigia transferência para o 2º DP. Ele e seu comparsa Edinaldo Santos de Souza já haviam tentado fuga da 10ª SDP na última quinta-feira, quando eram reconhecidos pelas vítimas dos 12 assaltos que haviam praticado na Cidade.
Os dois chegaram a fugir da 10ª SDP, sair para a rua e barbarizar o centro da Cidade por mais de uma hora. Chegaram até ameaçar explodir um pequeno botijão de gás, no escritório de um estacionamento na rua Sergipe. Eles ficaram conhecidos como viciados em Fanta: em cada assalto levavam, pelo menos, meia dúzia de latinhas ou garrafas do refrigerante.
Para Serginho, valeu a pena comandar a rebelião: ele teve seu pedido aceito pelo delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes.


